BORGES, Ortiz
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Nei Ortiz Borges nasceu em Soledade (RS) no dia 25 de junho de 1924, filho de Sebastião Joaquim Borges e de Juvelina Ortiz Borges.
Advogado, elegeu-se vereador em Porto Alegre no pleito de outubro de 1954 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo sua cadeira no início do ano seguinte. Em outubro de 1958, conquistou um assento na Assembleia Legislativa gaúcha pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo empossado em fevereiro seguinte, após ter renunciado ao mandato de vereador. Durante a legislatura estadual, foi primeiro vice-líder da bancada petebista.
Eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em outubro de 1962, ainda na legenda do PTB, assumiu sua cadeira na Câmara Federal em fevereiro do ano seguinte, após ter concluído o mandato estadual. Tornando-se vice-líder do PTB em abril de 1963, também ocupou a liderança do governo João Goulart (1961-1964).
Com a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs Goulart, Borges teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos em abril seguinte, com base no Ato Institucional nº.1 (9/4/1964). Após sua cassação, refugiou-se na embaixada da Iugoslávia em Brasília. Com a ajuda do embaixador daquele país, fugiu para Uberlândia (MG), onde viveu na clandestinidade com o nome falso de Neri de Oliveira Freitas. Residiu também em Santos (SP) e Vassouras (RJ), transferindo-se posteriormente para o Rio de Janeiro, onde foi preso, em 1965. Detido no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) por dois ou três dias, retornou em seguida para Porto Alegre. Na capital gaúcha, trabalhou como jornalista para a Revista do Sul e passou a advogar como autônomo, trabalhando em sua própria residência.
Com o início da abertura política e o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), tornando-se membro do Diretório Nacional da nova agremiação. Na legenda do PDT, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de novembro de 1982, mas não conseguiu se eleger. Entre 1983 e 1985, atuou como procurador-geral da Assembleia Legislativa gaúcha e, em outubro de 1994, voltou a disputar uma indicação à Câmara Federal pelo PDT. Conquistando mais uma vez apenas uma suplência, continuou no exercício da advocacia em Porto Alegre.
Tornou-se membro da Ordem dos Advogados do Brasil.
Ortiz Borges foi casado com Soloi Ortiz Borges, com quem teve duas filhas. Divorciado, casou-se pela segunda vez com Teresinha Ribeiro Ortiz Borges, com quem teve mais um filho.