BOTELHO, José João da Costa
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José João da Costa Botelho nasceu em Belém no dia 25 de abril de 1908, filho de Álvaro Barros da Silva Botelho e de Inês Costa Botelho.
Cursou o primário e o secundário em sua cidade natal, ingressando em seguida na Faculdade de Direito do Pará. Ainda acadêmico, foi um dos organizadores da tentativa que se esboçou no Pará de dar apoio à Revolução Constitucionalista de São Paulo iniciada em julho de 1932, tendo participado do ataque à cadeia pública de São José em 6 de setembro de 1932. Na ocasião foi preso pelas forças legalistas que resistiram ao assalto. Ainda nesse ano, concluiu o seu curso universitário. Em 1933, exerceu interinamente o cargo de secretário-geral do estado do Pará, sendo também interventor federal naquele estado. Posteriormente, no pleito de 1934, foi eleito deputado estadual tendo seu mandato interrompido em novembro de 1937, quando, com a implantação do Estado Novo, foram suprimidos todos os órgãos legislativos do país. Neste período, foi membro do Conselho Administrativo do Pará.
Com o fim do Estado Novo em 1945 e a redemocratização do país, elegeu-se deputado pelo Pará à Assembleia Nacional Constituinte, no pleito de dezembro do mesmo ano, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo a cadeira de deputado em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos da constituinte e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário, Nessa legislatura, foi um dos vice-líderes do governo, membro da Comissão Permanente de Legislação Social e relator geral da Comissão de Valorização Econômica da Amazônia. Defendeu a ajuda do capital estrangeiro na exploração do petróleo brasileiro, pois considerava excesso de nacionalismo a convicção de que essa atividade só deveria ser desenvolvida com capitais nacionais.
Em 1950, rompeu com o PSD, passando a liderar a bancada paraense do Partido Social Trabalhista (PST), organizada pelo senador Vitorino Freire. No pleito de outubro, apoiou a candidatura vitoriosa de Zacarias de Assunção para o governo do Pará, lançada por uma coligação integrada pelo PST, a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Libertador (PL), contra o candidato do PSD, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. Na ocasião candidatou-se à Câmara dos Deputados na legenda da Coligação Democrática Paraense, integrada pela UDN, o PL, o PST e o PSP. Obteve, contudo, apenas uma suplência, e, concluindo o mandato em janeiro de 1951, não voltou a ocupar uma cadeira na Câmara. Em 1953, disputou a eleição para a prefeitura de Belém, mas não se elegeu. No ano seguinte, candidatou-se a deputado federal novamente, agora na legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN), criado em 1945 e formado por elementos ligados ao Ministério do Trabalho com intuito de organizar a massa sindicalizada independente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Conseguiu apenas uma suplência.
Foi também jornalista.
Faleceu em maio de 1976.
Era casado com Almira Botelho.