BRASIL, Moura

Osvaldo Moura Brasil do Amaral nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de setembro de 1904, filho de Tobias Correia do Amaral, que foi vereador e prefeito de Campo Maior (PI), e de Maria Teresa Moura Brasil do Amaral.

Diplomou-se pela Faculdade de Medicina de sua cidade natal, especializando-se em oftalmologia. Ingressou no Exército como primeiro-tenente-médico em 15 de outubro de 1930, em pleno curso da revolução que nove dias depois derrubou o presidente Washington Luís. Recebeu a patente de capitão em maio de 1937.

Iniciou-se na política candidatando-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de dezembro de 1945, pela legenda do Partido Social Democrático (PSD), não obtendo êxito. Presidente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE) no biênio 1946-1947, Moura Brasil foi eleito em janeiro desse ano para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro na legenda do PSD. Iniciou o mandato e tornou-se presidente da casa, sendo promovido a major em março de 1950. Eleito deputado federal pelo Distrito Federal na legenda do PSD em outubro desse ano, deixou a Câmara Municipal para assumir sua nova cadeira em fevereiro de 1951. No pleito de outubro de 1954, elegeu-se suplente do senador Gilberto Marinho, do PSD. Deixando a Câmara Federal em janeiro de 1955, exerceu mandato no Senado entre outubro de 1955 e fevereiro de 1956.

Em 1960 foi nomeado Secretário de Agricultura e Comércio do estado da Guanabara no governo de José Sete Câmara (1960).

Em sua vida profissional como oftalmologista, foi presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e chefe dos Serviços Médicos Especializados do Exército, reformando-se como general R1, médico e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Faleceu no dia 23 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro, vítima de enfarto.

Foi casado com Lúcia Macedo Soares, com quem teve duas filhas, e posteriormente com Roma Moura Brasil do Amaral, neta do general Inocêncio Serzedelo Correia, prefeito da cidade do Rio de Janeiro entre 1909 e 1910, com quem teve um filho.