BRITO, Rui
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Marcelo Costa (atualização) |
Rui Brito de Oliveira Pedrosa nasceu em Codajás (AM) no dia 13 de janeiro de 1931, filho de Francisco de Oliveira Pedrosa e de Eudócia Brito de Oliveira Pedrosa.
Fez o curso primário no Grupo Escolar Farias Brito e o secundário no Colégio Dom Bosco, ambos em Manaus. Ingressou no curso de ciências econômicas da Universidade Federal do Amazonas, que deixou em 1954, sem completar a graduação.
Bancário, foi eleito presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), assumindo o cargo em outubro de 1965, em substituição a Aluísio Palhano Pedreira Ferreira (1963-1964), afastado em decorrência de uma intervenção federal efetuada logo após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Entre 1966 e 1969, Rui Brito foi suplente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 1968, ingressou no Banco do Brasil em Manaus. Após três mandatos consecutivos na Contec, deixou o cargo em outubro de 1972, ano em que a entidade sofreu nova intervenção por parte do Ministério do Trabalho.
Em 1974, candidatou-se a deputado federal por São Paulo na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, alcançando uma suplência. Convocado, assumiu o mandato na legislatura que se iniciou em janeiro de 1975. Em setembro, com a realização de novas eleições para a presidência da Contec, passou a presidência da entidade a Wilson Gomes de Moura (1975-1981). Aposentou-se no Banco do Brasil em 1977.
Em janeiro de 1978, denunciou em nota à imprensa estar sendo pressionado pela Polícia Federal em São Paulo em consequência de um informativo denominado Movimento operário, publicado sob sua responsabilidade e distribuído entre seus eleitores com o objetivo de esclarecer suas posições a respeito da situação do país.
Em novembro de 1978, candidatou-se à reeleição e, ainda obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.
Em 1981 foi fundador do Instituto de Promoção Social (Ipros), entidade que presidiria entre 1984 e 1991, e participou da 1ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat). Em 1984 tornou-se coordenador parlamentar do governo do Estado de São Paulo, na gestão de Franco Montoro (1983-1987), cargo que exerceria até 1986. Ainda em 1984 fundou a Coordenação Autônoma dos Trabalhadores (CAT), atual Central Autônoma dos Trabalhadores, tornando-se seu presidente de honra. Em 1989 tornou-se membro do comitê confederal da Confederação Mundial do Trabalho (CMT), com sede em Bruxelas, Bélgica, e assumiu a presidência do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), permanecendo neste cargo até 1991. Durante a década de 1980 foi também membro do Comitê Executivo da Central Latino-Americana dos Trabalhadores (CLAT), com sede em Caracas, Venezuela.
Casou-se com Ellen Hass de Oliveira Pedrosa, com quem teve três filhas.