ALCÂNTARA, Ari
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Ari Rodrigues Alcântara nasceu em Pelotas (RS) no dia 28 de outubro de 1920, filho de Agostinho Garcia Alcântara e de Maria Fausta Alcântara Rodrigues.
Proprietário agrícola e pecuarista, foi cônsul honorário de Cuba no Rio Grande do Sul de 1954 a 1957. Foi também assessor da representação do Partido Social Democrático (PSD) em seu estado, e assessor do ministro da Fazenda.
Elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul, em outubro de 1962, na legenda do PSD, iniciando seu mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 1964 e 1965, foi vice-líder do governo na Câmara. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 de 27 de outubro de 1965, e a consequente instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação criada para dar sustentação política ao regime militar instalado no país em abril de 1964.
Reeleito pela Arena gaúcha nos pleitos de 1966 e 1970, foi quarto-secretário da Câmara em 1968 e 1969, vice-líder da Arena a partir de 1º de maio de 1970 e suplente da Comissão de Segurança Nacional. Integrou ainda as comissões de Agricultura, Educação e Cultura, e Finanças e Orçamento, tendo sido vice-presidente desta última em 1971.
Em 30 de janeiro de 1973, renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Pelotas, até então ocupada por seu vice Fuades Celaime, e para a qual havia sido eleito em novembro do ano anterior. Desempenhou as funções de prefeito de Pelotas até janeiro de 1977. Em novembro de 1978, voltou a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas obteve apenas uma suplência.
Após a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à orientação governista da Arena. Em 1980, assumiu o mandato de deputado federal, permanecendo na Câmara até o final da legislatura em janeiro de 1983. Nesse período, em novembro de 1982, concorreu a um novo mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul, obtendo a segunda suplência.
Entre 1983 e 1989, presidiu a Companhia Telefônica Melhoramentos e Resistência e trabalhou na Companhia de Seguros Minas Brasil, ambas em Pelotas.
Em julho de 2000, dedicava-se a atividades agrícolas, na área de fruticultura em Porto Alegre.
Faleceu em Pelotas (RS) no dia 15 de janeiro de 2003.
Casou-se com Maria de Lurdes Carvalho de Alcântara, com quem teve seis filhos.