CABRAL, Júlio
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Antônio Júlio Bernardo Cabral nasceu em Manaus no dia 16 de março de 1954, filho de Bernardo Cabral e de Zuleide da Rocha Bernardo Cabral. Seu pai foi deputado federal pelo Amazonas (1967-1969), deputado federal constituinte e relator da Constituição de 1988, além de ministro da Justiça no governo Fernando Collor de Melo (1990-1992) e senador pelo Amazonas (1995-2003).
Iniciou curso de direito na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1977, bacharelando-se em 1980.
Pouco antes das eleições de outubro de 1990 transferiu-se para Roraima, antigo território federal transformado em estado pela Constituição de 1988, a fim de se candidatar a deputado federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Embora apelidado de “paraquedista”, assim como os demais políticos provenientes de outros estados que se deslocaram para Roraima à última hora com o objetivo de se eleger, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Empossado em fevereiro de 1991, tornou-se membro das comissões de Relações Exteriores e de Finanças e Tributação, bem como vice-líder de seu partido. Em 1992, desligou-se do PTB para ingressar no Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Na sessão de 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados favoráveis à abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor foi então afastado da presidência da República e, em 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, renunciou ao mandato, sendo efetivado no cargo o vice Itamar Franco, que desde 2 de outubro o exercia interinamente.
Em 1993, Júlio Cabral teve seu nome incluído em uma relação de deputados que ultrapassaram o limite máximo de faltas permitido no período de convocação extraordinária, ficando ameaçado de perder o mandato. Ao longo da legislatura, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentações Financeiras (IPMF), fixado em 0,25% e estabelecido como fonte complementar de recursos para a saúde, bem como do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem vinculação obrigatória aos setores de saúde e educação. Esteve ausente à sessão destinada a deliberar sobre o fim do voto obrigatório.
Em 1994 deixou o PRN, filiando-se ao Partido Progressista (PP), fundado no ano anterior em decorrência da fusão do Partido Social Trabalhista (PST) com o Partido Trabalhista Renovador (PTR). No pleito de outubro desse ano não se candidatou à reeleição, deixando a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao se encerrar a legislatura.
Foi nomeado conselheiro e chegou a assumir a presidência do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas.
Casou-se com Maria Irani Nogueira, com quem teve três filhos.