CABRAL, Rodrigo da Veiga
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Rodrigo da Veiga Cabral nasceu em Belém no dia 28 de setembro de 1889, filho de Antônio da Veiga Cabral e de Maria Cavalheiro da Veiga Cabral. Seu avô paterno, Rodrigo da Veiga Cabral, foi político atuante no Império, chegando a chefiar o Partido Liberal em seu estado.
Estudou no Ginásio Paraense, ingressando depois na Faculdade de Medicina da Bahia, que cursou até o terceiro ano. Transferiu-se então para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1913.
De volta ao Pará, integrou, durante o governo de Enéias Martins (1913-1917), a Comissão de Profilaxia do Paludismo (malária) em Belém. Elegeu-se deputado estadual em 1915, e em 1919 prestou concurso para o Serviço de Saúde da Marinha, tornando-se primeiro-tenente médico.
Durante a campanha para a sucessão de Lauro Sodré na presidência do estado (1921), apoiou José Carneiro da Gama Malcher, candidato das forças conservadoras, contra Antônio Emiliano de Sousa Castro, que acabou vitorioso nas eleições.
Em seguida, integrou a chamada Reação Republicana, movimento que em 1921 e 1922 promoveu a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República, em oposição a Artur Bernardes, afinal eleito em março de 1922.
Em 1924, envolveu-se, juntamente com militares revolucionários amazonenses presos em Belém, em uma conspiração para depor Sousa Castro do governo paraense. Descoberto o movimento, foi preso e enviado para o Rio, de onde regressou ao Pará para responder por crime político em dois processos: um perante a Justiça Militar e outro perante a Justiça Civil, que o absolveu.
Tomou parte na Revolução de 1930 no Pará, juntando-se às forças rebeldes do 26º Batalhão de Caçadores, sediado em Belém. Com a vitória do movimento, tornou-se chefe do Serviço de Saúde da Marinha no Pará. Colaborador do major Joaquim Magalhães Barata, interventor federal no estado, foi um dos fundadores da Sociedade Médico-Cirúrgica de Belém e participou do primeiro diretório do Partido Liberal do Pará, agremiação fundada em dezembro de 1931, por iniciativa do interventor.
Em maio de 1933, foi eleito um dos deputados pelo Pará à Assembleia Nacional Constituinte, como todos os demais na legenda do Partido Liberal. Durante os trabalhos constituintes, apresentou duas emendas aceitas e incorporadas ao projeto de Constituição, uma sobre a situação dos militares e outra sobre a organização do Poder Legislativo. Deixou a Assembleia em 30 de abril de 1935.
Ao longo de toda a sua vida, dedicou-se ao exercício da medicina.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de janeiro de 1961.
Era casado com Altair do Vale Guimarães da Veiga Cabral, com quem teve cinco filhos.