CAIADO, Elcival
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Elcival Ramos Caiado nasceu em Goiás (GO) no dia 10 de abril de 1923, filho de Antônio Ramos Caiado e de Maria Amorim Caiado. Sua família participou ativamente da política goiana. Seu pai foi deputado federal de 1909 a 1921 e posteriormente senador. Seu tio, Brasil Ramos Caiado, foi presidente de Goiás de 1925 a 1929 e senador de 1929 a 1930. Mário de Alencastro Caiado integrou a junta governativa provisória que assumiu o poder em Goiás com a Revolução de 1930, tendo sido também deputado à Constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Seu irmão, Emival Ramos Caiado, foi deputado federal de 1955 a 1971 e senador de 1971 a 1974. Leonino Di Ramos Caiado foi governador de Goiás de 1971 a 1975 e seu primo Brasílio Ramos Caiado foi deputado federal por Goiás de 1971 a 1975, reelegendo-se no pleito de 1979.
Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Niterói em 1949.
Fazendeiro, filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC), elegeu-se no pleito de outubro de 1962 deputado estadual à Assembleia Legislativa goiana na legenda da Aliança Democrática Cristã, formada pelo PDC e pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Durante o mandato, foi líder da bancada de seu partido entre 1964 e 1965, vice-presidente do diretório regional do PDC e membro da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964, em cuja legenda se reelegeu em novembro de 1966 deputado estadual em Goiás. Durante seu novo mandato, foi presidente da Assembleia Legislativa. No pleito de novembro de 1970, voltou a eleger-se deputado estadual na mesma legenda, tornando-se primeiro-vice-presidente da Assembleia Legislativa goiana de 1973 a 1975.
No pleito de novembro de 1974, elegeu-se deputado federal por Goiás, sempre na legenda da Arena. Deixando a Assembleia em janeiro de 1975, assumiu sua cadeira na Câmara em fevereiro, tornando-se ainda nesse ano membro efetivo da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social. Ainda nessa legislatura, foi presidente regional do partido. Deixou a Câmara no final de seu mandato, em janeiro de 1979.
Nesse mesmo ano, tornou-se diretor administrativo das Centrais Elétricas de Goiás (Celg), cargo que ocuparia até agosto de 1982. Em 29 de novembro de 1979, com a extinção do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena. Em 1985, com a fundação do Partido da Frente Liberal (PFL), filiou-se a essa agremiação.
Embora tenha deixado de disputar mandatos eletivos, Caiado continuou atuando nos bastidores da política goiana. Em 2003, depois de 21 anos afastado da vida pública e afastado do antigo PFL (atual Democratas - DEM), assumiu a presidência do diretório metropolitano do Partido Social Liberal (PSL) com o propósito de expandir a atuação da legenda em Goiânia.
Casou-se com Teresinha Barbosa Caiado, com quem teve quatro filhos. Seu genro Pedro Canedo foi constituinte (1987-1988) e deputado federal por Goiás (1987-1991, 1995-1998, 1999-2002).