ALCÂNTARA, Laélia
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Laélia Contreiras Agra de Alcântara nasceu em Salvador no dia 7 de julho de 1923, filha de Júlio Martins Agra e de Beatriz Contreiras Agra.
Em 1943 deixou o estado natal, transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde cursou a Faculdade de Ciências Médicas, diplomando-se em 1949. Seis meses após a formatura foi trabalhar no Acre, que na época contava com apenas seis médicos.
Em outubro de 1962, já com o antigo território transformado em estado da Federação, filiada ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Laélia Alcântara disputou sem êxito uma cadeira na Câmara dos Deputados, na coligação do PTB com a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Progressista (PSP). De volta ao consultório de obstetrícia e pediatria, dedicou parte do seu tempo ao magistério, dando aulas de higiene na Escola Normal da capital do Acre, Rio Branco.
Em novembro de 1974 elegeu-se suplente do senador Adalberto Sena, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país desde 1964. Cinco anos depois, com o fim do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Em março de 1981, dado o afastamento de Adalberto Sena por motivos de saúde, Laélia Alcântara tornou-se a segunda mulher a exercer mandato de senadora.
Católica praticante, condenou o aborto e pediu mais atenção das autoridades para os problemas de saúde no Acre. Apresentou projeto de lei que reduzia de dois para um ano a exigência de domicílio eleitoral dos cidadãos que pretendessem candidatar-se a mandatos legislativos e propôs emendas, juntamente com a deputada Cristina Tavares (PMDB-PE), à proposta do Executivo que permitia o ingresso de mulheres na força aérea, criando os postos de tenente-brigadeiro, major-brigadeiro, brigadeiro e coronel no Corpo Feminino de Reserva da Aeronáutica.
Permaneceu no Senado até julho de 1981, quando o titular reassumiu, e retornou para ser efetivada em janeiro de 1982, por ocasião do falecimento de Adalberto Sena.
De maio a setembro de 1987 exerceu a Secretaria Estadual de Saúde, no governo de Flaviano Melo, cargo do qual se afastou por problemas de saúde, vindo residir no Rio de Janeiro, onde encerrou a carreira política.
Laélia Alcântara foi tesoureira e presidente do Conselho Regional de Medicina, no Acre, e membro do Conselho Federal de Medicina.
Faleceu no dia 31 de agosto de 2005.
Casou-se com Raimundo Morais Alcântara, com quem teve sete filhos.
Publicou 90 dias no Senado Federal (1981).