FERNANDES, Dino

Itanildes Orlando Fernandes, conhecido como Dino Fernandes, nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 7 de agosto de 1950, filho de Pedro Fernandes Filho e de Itália Orlando Fernandes. Seu pai foi deputado estadual por dez mandatos; sua irmã, Rosa Fernandes, foi a vereadora mais votada nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 2000; seu sobrinho, Pedro Fernandes Neto, foi deputado estadual e candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro nas eleições de 2008.

Em 1972 ingressou no curso de direito da Universidade Gama Filho e filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Em 1974 tornou-se assistente na Procuradoria do Patrimônio Imobiliário, no Rio de Janeiro, e em 1976 bacharelou-se. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, passou a integrar o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1987 transferiu-se para o Partido Trabalhista Renovador (PTR) e, no período de 1989 a 1990, ocupou a vice-presidência e a diretoria de obras da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro (Coderte-RJ). Nesse último ano mudou para o Partido da Renovação Nacional (PRN), em 1991 ingressou no Partido Social Trabalhista (PST), em 1996 no Partido da Frente Liberal (PFL), e em 1997 no Partido Social Cristão (PSC).

No pleito de outubro de 1998, elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda do PSC. Assumiu o mandato na Câmara e fevereiro de 1999 e nesse mesmo ano transferiu-se para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Participou como membro titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, da Comissão Especial de Direitos Sociais e da Comissão Externa Cimeira Mercosul/União Européia.

Ainda em 2001, filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). Não tendo disputado o pleito de outubro de 2002, em 2003 deixou o PPB.

Foi preso em maio de 2006, junto com outros 11 ex-parlamentares, após ser acusado de participar de um esquema de compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares para prefeituras a preços superfaturados, com dinheiro da União. O “escândalo dos sanguessugas”, como o episódio ficou conhecido, envolvia corrupção ativa, formação de quadrilha e fraude em licitações.

Casado, teve três filhos.