GRANDO, Sérgio

Sérgio José Grando nasceu na cidade de Veranópolis (SC) no dia 7 de março de 1950.

Na infância viveu em diversas cidades gaúchas e na adolescência trabalhou nos acampamentos rodoviários, com o pai, fazendo buchas para explosões em túneis e servindo café aos operários. A família residiu em Lages (SC) e em 1968 mudou-se para Florianópolis.

Graduou-se em matemática e física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fez pós-graduação em físico-química na mesma universidade. Durante a graduação foi perseguido pelo regime militar instaurado no país em 1964. Começou a dar aulas no ensino fundamental, médio e superior em 1972. Foi também professor de cursos pré-vestibulares e colégios particulares da cidade. Trabalhou ainda para a Organização das Nações Unidas (ONU), de 1978 a 1980, e participou do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento na Guiné Bissau, África, lecionando metodologia para a estruturação das disciplinas de matemática e física naquele país.

No pleito de 1982, elegeu-se vereador em Florianópolis na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que fazia oposição ao regime militar. Durante o mandato apresentou projeto de lei que criou o passe do estudante, beneficiando os alunos do ensino fundamental à pós-graduação com 50% de desconto na passagem de ônibus. Em 1990, elegeu-se deputado estadual e liderou a luta pela manutenção da capital em Florianópolis. Filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), foi eleito em 1992 prefeito de Florianópolis. Empossado em 1993, criou o “Cestão do Povo”, estabeleceu 16 linhas de ônibus nos morros, implantou rede de água e esgoto a partir das partes mais altas da cidade e realizou um programa de pavimentação. Ao final da legislatura em 1996, foi escolhido em pesquisa realizada pelo Datafolha e Folha de São Paulo um dos melhores prefeitos do país. Ainda em sua gestão, Florianópolis obteve pela primeira vez o título de “Capital da Qualidade de Vida”, conferido pela ONU.

Nas eleições de 1998, candidatou-se ao Senado por Santa Catarina na legenda do PPS, mas não foi eleito. Em 2000, tentou a reeleição, porém foi derrotado por Ângela Amin, do Partido Progressista (PP). Em 2002, disputou mais uma vez a prefeitura de Florianópolis, sendo derrotado por Luís Henrique da Silveira do PMDB. Em 2004, mais uma vez concorreu a prefeito de Florianópolis e de novo foi derrotado por Dario Berger, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

De 2005 a 2007, foi diretor-geral da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), além de delegado brasileiro na Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, realizada no Canadá e no Fórum Mundial das Águas no México, eventos organizados pelas Nações Unidas. No pleito de outubro de 2006, concorreu a deputado estadual na legenda do PPS e obteve uma suplência. Assumiu o mandato em 2007 em substituição a Altair Guidi.

Foi ainda presidente da Associação dos Licenciados de Santa Catarina (Alisc), que deu origem ao Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte), entidade que veio a liderar, e participou das lutas que resultaram no plano de carreira do magistério.

Casou-se com a socióloga e pedagoga Cleide Maria Marques Grando, com quem teve dois filhos.

Publicou Florianópolis de todos (1998), Versos da liberdade (poesias) (1999) e Ambientes da democracia ambiental (2006).