PASCOAL, Hildebrando
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Hildebrando Pascoal Nogueira Neto nasceu em Rio Branco em 17 de janeiro de 1952, filho de Cosme Nogueira Leite e de Amoty Pascoal Nogueira.
Fez carreira na Polícia Militar (PM) do estado do Acre e reformou-se com a patente de coronel para candidatar-se a deputado estadual em 1994, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Exerceu o mandato de 1995 a 1999.
Nesse período, passou a ser investigado pelo Conselho de Defesa dos Direitos e da Pessoa Humana (CDDPH) do Ministério da Justiça por acusações de prática de tortura e assassinatos e de conexão com grupos de extermínio no Acre. Um dos crimes denunciados, que seria amplamente divulgado pelo noticiário nacional, foi o assassinato do mecânico Agílson Firmino dos Santos, o Baiano, morto por esquartejamento com uma motosserra, e de seu filho de 13 anos. Testemunhas que seriam ouvidas pelo CDDPH, como os policiais Jonaldo Martins e Sebastião Crispim, também foram assassinadas, o que levou a investigação para a alçada da Polícia Federal.
Em 1998 concorreu com sucesso a uma vaga na Câmara dos Deputados, novamente na legenda do PFL. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999, foi expulso do PFL em agosto e, em função dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou o narcotráfico no país e o envolvimento de juízes e políticos em atividades criminosas, teve o mandato cassado em 22 de setembro do mesmo ano. Preso em seguida à cassação sob a acusação de chefiar uma organização criminosa, foi indiciado por assassinato, envolvimento com narcotráfico, sonegação fiscal, crimes contra o sistema financeiro e compra de votos. Segundo a Folha de S. Paulo, em 2006, quando a Justiça Federal o condenou a 18 anos de prisão pelo assassinato de Sebastião Crispim, já havia sido condenado a penas que somavam 68 anos de prisão. Em 2009 o Tribunal do Júri do Acre o condenou a mais 18 anos pela morte de Agílson Firmino dos Santos.