TENÓRIO, José Francisco Cerqueira

José Francisco Cerqueira Tenório nasceu em Chã Preta (AL) no dia 17 de fevereiro de 1963, filho de Manuel Tenório Cavalcanti e de Maria José Cerqueira Cavalcanti. Seu irmão, José Maria Tenório, foi deputado estadual em Alagoas.

Proprietário rural, formou-se em direito no Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac). Foi bancário, escrivão da Polícia Civil, delegado e presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, seção de Alagoas (Adepol-AL), e vice-presidente da Adepol do Brasil.

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi eleito deputado estadual em outubro de 1994. Reelegeu-se em 1998 na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e em 2002, na legenda do Partido Popular Socialista (PPS).

Em 2006, transferiu-se para o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e nessa legenda foi eleito em outubro deputado federal por Alagoas. Empossado em fevereiro de 2007, assumiu a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados e integrou as comissões de Constituição, Justiça e de Cidadania, e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, tendo sido o relator da proposta de mudanças na Lei do Grampo. Votou a favor do recurso do Partido dos Trabalhadores (PT), que suspendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, e em 2008 apoiou a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, acompanhando a decisão da bancada alagoana. A prorrogação não foi contudo aprovada pelo Senado, o que determinou a extinção do imposto. Também em 2008, foi condenado a recolher à Fazenda Nacional valores referentes ao Imposto de Renda incidente sobre verbas de gabinete recebidas e não declaradas.

Para o pleito eleitoral de outubro de 2010, Francisco Tenório lançou-se mais uma vez candidato à Câmara dos Deputados. Primeira eleição sem a participação direta do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva desde 1989, este pleito foi vencido por sua ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à frente de uma coligação que reuniu 10 partidos liderados pelo Partido dos Trabalhadores-PT. Nesta ocasião foi eleito novamente deputado federal pelo estado de Alagoas, na legenda do PMN, tendo tomado posse de seu mandato em fevereiro de 2011.

Em 2014 voltou a candidatar-se a deputado estadual na mesma legenda, sendo eleito com 24.757 votos. Também neste ano foi eleito presidente do PMN. No ano seguinte, Francisco Tenório assumiu a presidência da Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Turismo e passou a criticar muito o vice-governador de Alagoas e também secretário estadual de Educação, Luciano Barbosa (PMDB). Estas críticas tiveram início logo após a suspensão dos contratos de vigilância por parte do secretário, que apontava Tenório como proprietário da empresa contratada, fato negado pelo deputado.

Sua carreira tem momentos curiosos como o de ter sido aposentado por invalidez como delegado de Acidentes de Trânsito de Maceió – cargo para o qual fora nomeado em 2012 –, por decreto do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Por outro lado, Francisco Tenório é também acusado de assassinar um cabo de polícia há quinze anos em um posto de combustível. A morte teria sido resultado de um consórcio entre deputados. Responde ainda a quatro processos, em segredo de Justiça. Em 2007 Tenório foi indiciado pela Polícia Federal por desviar R$ 300 milhões da folha de pagamento do legislativo estadual. Também foi indiciado por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Em 2008, foi condenado a recolher à Fazenda Nacional valores referentes ao Imposto de Renda incidente sobre verbas de gabinete recebidas e não declaradas.

Casou-se com Rita Tenório.