VIANA, Tião
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Sebastião Afonso Viana Macedo Neves nasceu em 9 de fevereiro de 1961 em Rio Branco (AC), filho de Wildy Vianna das Neves e de Silvia Macedo das Neves. Seu irmão, Jorge Viana, foi governador do Acre (1999-2007).
Concluiu o curso ginasial em Rio Branco, em 1976. Mudou-se em 1977 para a cidade do Rio de Janeiro, onde cursou o primeiro ano do curso científico, e em 1978 mudou-se para Brasília. Concluiu o curso científico, atual ensino médio, em São Paulo, em 1979. Formou-se em medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1986. Nos anos seguintes especializou-se em Medicina Tropical e fez residência em Doenças Infecciosas e Parasitárias em Brasília, voltando a Rio Branco no segundo semestre de 1987. Clinicou nesta cidade, tendo sido médico voluntário no 4º Batalhão Especial de Fronteiras do Estado do Acre de 1993 a 1994. Foi representante regional do Estado do Acre da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical entre os anos de 1993 e 1997.
Durante o período em que praticou medicina na cidade de Rio Branco se envolveu com algumas atividades públicas, a maior parte delas relativas à criação de associações de auxílio de saúde, em especial no caso de portadores do vírus do HIV, de hepatite B e da doença de Jorge Lobo.
Elegeu-se senador em 1998 pelo Acre na legenda do Partido dos Trabalhadores (PT). Iniciou seu mandato em fevereiro de 1999.
Em 2001, após o escândalo da violação dos votos secretos durante o mandato de Antônio Carlos Magalhãs (PFL) como presidente do senado, em 2000, Tião Viana propôs o fim do voto secreto na casa. Ainda em 2001 foi titular da Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as atividades de Organizações Não-Governamentais (ONGs), em especial aquelas acusadas de atenderem interesses contrários à soberania nacional.
Em 2004 foi titular da CPI dos Bingos, que investigou possíveis associações entre lavagem de dinheiro, fruto de tráfico de drogas e de armas, com as atividades de entretenimento eletrônico, após a divulgação de denúncias envolvendo o assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, Waldomiro Diniz, acusado de envolvimento em extorsão de empresas do ramo de jogos.
Tião Viana assumiu a vice-presidência do Senado Federal nos períodos de 2005 a 2006.
Reelegeu-se senador nas eleições de 2006, sendo reconduzido à vice-presidência da Casa na nova legislatura, de 2007 a 2009.
Assumiu a presidência do senado a partir do licenciamento do senador do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB-AL), Renan Calheiros, ao longo do ano de 2007. Renan foi acusado de receber dinheiro da empreiteira Mendes Júnior, utilizado inclusive para pagamento de pensão oriunda de uma relação extra-conjugal com a jornalista Mônica Veloso. Após meses de intenso debate no Senado, envolvendo grande repercussão na mídia e na opinião pública nacionais, Renan Calheiros foi obrigado a renunciar à presidência do Senado, mas escapou da cassação de seu mandato. No exercício da presidência durante o caso, Viana marcou sua conduta pela tentativa de moderação dos confrontos travados entre as lideranças da oposição, principalmente do Democratas (DEM), do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e do Partido Popular Socialista (PPS), que pretendiam condenar Renan, e os aliados mais radicais deste, no PMDB e na base de sustentação do Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), no Senado. Tião Viana presidiu a CPI do Apagão Aéreo, em 2007, que investigou a crise de operação da aviação civil brasileira.
Após completar o período regulamentar do mandato assumido como presidente do senado, Tião Viana foi sucedido na presidência do Senado por Garilbaldi Alves Filho (PMDB-RN).
Viana foi também membro titular do Conselho da Ordem do Congresso Nacional, das comissões de Assuntos Sociais, de Constituição, Justiça e Cidadania, Relações Exteriores e Defesa Nacional da Comissão Especial de Segurança Pública e das Comissões Mistas de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e da Comissão Especial do Ato Conjunto quanto ao rito das medidas provisórias que, uma vez editadas, pautavam o ritmo e a ordem das atividades parlamentares.
Candidatou-se à presidência do Senado em 2008 em eleição acirrada que culminou na eleição de José Sarney (PMDB-AM).
Em 2003 concluiu seu doutorado em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília (UnB).
Casou-se com Marlúcia Cândia de Oliveira Neves, com quem teve três filhos.