VIANA, Jorge

Jorge Ney Viana Macedo Neves nasceu em 20 de setembro de 1943 em Brasiléia (AC), filho de Wildy Viana das Neves e Silvia Macedo das Neves. Seu tio, Joaquim Macedo, foi governador do Acre (1979-1983), e seu irmão, Tião Viana, foi senador pelo Acre (1999-).

Formado em Engenharia Ambiental pela Universidade de Brasília em 1985, foi assessor de movimentos de trabalhadores e de seringueiros e foi dirigente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), voltada para o desenvolvimento de estratégias de manejo sustentável da floresta.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1989.

No ano seguinte disputou o governo do Acre (1990), tendo sido derrotado no segundo turno por Edmundo Pinto, do Partido Democrático Social (PDS).

Tentou eleger-se para a prefeitura da capital acreana em 1992, apoiando-se na chapa “Frente Popular do Acre” que além do PT reuniu o Partido Comunista do Brasil (PC do B), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Verde (PV), o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Vitorioso ainda no primeiro turno (58% dos votos), tomou posse em janeiro de 1993, e, a partir daí, promoveu uma política de assentamentos e com vistas à geração de renda em pólos agro-florestais, experiência esta posteriormente premiada pela Fundação Getúlio Vargas/Fundação Ford, no ano de 1996, com o “Prêmio de Gestão Pública e Cidadania”.

Ainda em 1996, durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República (1995-1999), Jorge Viana integrou brevemente o Ministério da Reforma Agrária.

Em 1998 foi candidato a governador do Acre, sendo eleito no primeiro turno com o apoio renovado da “Frente Popular”, coligação esta que além de cinco dos partidos originais (sem o apoio do PSDC) contava agora com mais seis: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Liberal (PL), Partido Democrático Trabalhista, Partido Popular Socialista (PPS), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e Partido Social Liberal (PSL). Durante seu mandato manteve o bom relacionamento construído com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do presidente Fernando Henrique Cardoso, não sem a reserva ou a insatisfação militantes do PT.

Reelegeu-se para o governo do Acre em 2002, pela legenda do PT, ainda no primeiro turno.

Ao concluir o mandato foi substituído por seu correligionário, Binho Marques, eleito no primeiro turno em cuja campanha contou não apenas com Frente Popular do Acre (coligação PT, PP, PL, PRTB, PMN, PSB¸ PC do B) como também com o apoio do PSDB e do PL regionais.

Em 2008 foi sondado para ocupar a pasta do Meio Ambiente no Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), em substituição a Marina Silva. Recusou em função das disputas eleitorais de 2010. Carlos Minc (PT), que assumiu a pasta do Meio Ambiente, convidou Jorge Viana a assumir a Pasta Amazônia Sustentável (PAS), também em 2008. Recusou da mesma forma, vindo a criticar a escolha de Roberto Mangabeira Unger, ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula (2007-2009), para este cargo.

Casou-se e teve duas filhas.