CHALITA, Gabriel

Gabriel Benedito Issaac Chalita nasceu em Cachoeira Paulista (SP) no dia 30 de abril de 1969, filho de Jose Milhem Chalita e Anisse Issaac Chalita.

Cursou a licenciatura plena em filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena (SP), que concluiu em 1989 e, cinco anos depois, formou-se também bacharel em direito pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Defendeu dissertação e obteve o título de mestre em ciências sociais, no ano de 1995, e em direito, dois anos depois. Ambos pela PUC-SP. Na mesma instituição de ensino superior obteve o título de doutor em Comunicação e Semiótica, em 1997, e em Direito, em 1998.

Filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 1990, legenda pela qual se elegeu vereador em sua cidade natal. Durante o mandato, foi presidente da Câmara Municipal.

No ano de 2003, foi nomeado secretário da Educação do Estado de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Permaneceu no cargo até 2006, e, neste período, instituiu o programa Escola da Família, com o objetivo de ampliar o envolvimento familiar e comunitário junto às escolas estaduais. Estas passaram a permanecer de portas abertas aos finais de semana para realização de diversas atividades de recreação, saúde, esporte, arte e geração de renda. Realizou também os projetos denominados Escola de Tempo Integral, que aumentou a carga horária dos alunos da rede pública para nove horas diárias de permanência na escola; e Caminho das Artes, para incentivar professores e alunos a frequentar teatros, cinemas e museus. Foi também, neste período, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação.

Em 2008, foi eleito vereador em São Paulo com mais de cem mil votos. No ano seguinte, tomou posse e trocou de legenda, passando a compor os quadros do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão levou o PSDB, legenda pela qual se elegera, a reivindicar seu mandato na Câmara Municipal paulista, o que ameaçou sua permanência no cargo. Durante o período de vereança, foi presidente da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais.

Nas eleições de 2010, elegeu-se deputado federal em São Paulo pela legenda do PSB com mais de 560 mil votos, correspondente à terceira maior votação do país. Em 2011, porém, empossado, optou por mudar novamente de partido, migrando desta vez para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Por esta legenda, saiu candidato a prefeito da capital paulista nas eleições de 2012, quando, embora tenha recebido mais de 800 mil votos, alcançou apenas o quarto lugar, atrás de Celso Russomano, do PRB, Fernando Haddad, do PT, e José Serra, do PSDB. Na ocasião do segundo turno, entre estes dois últimos, condicionou seu apoio à incorporação de propostas de governo, tendo rechaçado, à época, uma reprodução automática da aliança entre petistas e peemedebistas existente no âmbito do governo federal. Foi derrotado por José Serra (PSDB) e Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), que foram ao segundo turno, no qual o petista saiu vitorioso. Com agenda mais semelhante, acabou formalizando seu apoio ao ex-ministro Fernando Haddad, que saiu vitorioso do pleito.

De volta à Câmara dos Deputados, onde participou ativamente das Comissões Permanentes de Cultura – CCULT – e também de Educação – CE -, chegou à presidência desta segunda em 2013. No mesmo ano, em Março, reportagem publicada pela revista Veja apresentou uma denúncia feita por um ex-assessor do deputado, que acusava Chalita de cobrar propina de fornecedores quando esteve à frente da secretaria estadual, que negou veementemente tais acusações.

Teve seu nome cogitado para assumir cargo no Ministério da Educação por diversas vezes, e, em 2014, declarou que deixaria a política, abdicando de concorrer a novo mandato nas eleições daquele ano. Deixaria a atividade política em 2015, com o fim do mandato parlamentar, porém, aceitou o convite do prefeito paulistano Fernando Haddad e assumiu a secretaria de educação da capital.

Paralelamente à política, atuou em Organizações Não Governamentais (ONGs), dedicou-se à atividade docente e, ligado à Igreja Católica, chegou a apresentar programas na TV Canção Nova, emissora de caráter religioso.

Solteiro, não tem filhos.

Publicou, como autor, mais de 60 livros, entre os quais: Ética dos Governantes e dos Governados (1999), Vivendo a filosofia (2005), Memórias de um homem bom (2007), O semeador (2009), Sócrates e Thomas More: correspondências imaginárias (2011), além de toda uma coleção denominada Cidadania e Liberdade de Escolha.