OLIVEIRA, Antônio Carlos de
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Antônio Carlos Nantes de Oliveira nasceu em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e hoje capital de Mato Grosso do Sul, no dia 27 de outubro de 1948, filho de Onofre Antônio de Oliveira e de Rosa Nantes de Oliveira.
Diplomou-se pela Faculdade de Ciências Econômicas de Marília (SP) em 1972 e no ano seguinte bacharelou-se pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas.
Em novembro de 1974 elegeu-se deputado federal por Mato Grosso na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 1976, denunciou em discurso o cônsul-geral dos Estados Unidos, Frederico Chapin, por ingerência em assuntos políticos brasileiros. Durante essa legislatura foi membro e a partir de 1977 presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, da Comissão de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste e suplente das comissões de Finanças e de Transportes da Câmara. Em discursos pronunciados no Congresso, criticou com frequência o governador de Mato Grosso, José Garcia Neto. Foi também presidente do primeiro diretório regional do MDB em Mato Grosso do Sul
Integrante do grupo neo-autêntico do MDB, reelegeu-se em novembro de 1978 deputado federal, já por Mato Grosso do Sul, estado criado oficialmente em janeiro do ano seguinte. Integrou novamente a Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara e, em maio de 1979, acusou o chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Golberi do Couto e Silva, e o secretário particular do presidente, Heitor Aquino Ferreira, de colocarem “suas patentes a serviço de grupos estrangeiros”.
Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, foi um dos signatários do documento de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Eleito primeiro-secretário de organização do PT, posteriormente chamado de secretário-geral da comissão diretora nacional provisória, formada em maio de 1980, coordenou os trabalhos de filiação para o registro definitivo do PT. Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se ao governo do estado de Mato Grosso do Sul, não conseguindo se eleger. Em janeiro de 1983, desfiliou-se do PT e deixou a Câmara dos Deputados, com o final da legislatura.
Em 1985, foi aprovado num concurso para consultor legislativo do Senado. Deixou a vida política, dedicando-se ao trabalho jurídico na área de tributação.
Foi casado em primeira núpcias com Alda Ferreira de Oliveira, com quem teve três filhos. Casou-se mais quatro vezes, uma delas com Bete Mendes, deputada federal e constituinte pelo estado de São Paulo (1983-1991). Teve mais um filho.
Publicou em coautoria A nova Constituição: avaliação do texto e perfil dos constituintes.