WEINTRAUB, Abraham

Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub nasceu em São Paulo (SP), no dia 11 de outubro de 1971, filho de Mauro Weintraub, escritor e professor.

Graduou-se em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994. No mesmo ano, passou a trabalhar como trainee no Banco Votorantim, onde faria carreira e se tornaria diretor da corretora da instituição bancária em 2004, após concluir o MBA em administração financeira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em 2012, encerrou sua passagem pelo Banco Votorantim e passou a se dedicar à carreira acadêmica. Tornou-se mestre em administração pela FGV no ano seguinte com a defesa da dissertação intitulada The performance of open-end brazilian fixed income mutual funds for retail clientes. Começou a trabalhar na Quest Investimentos em 2013, gestora do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros. Permaneceu na empresa até 2014, quando ingressou no quadro de professores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Na nova posição, foi co-fundador do Centro de Estudos em Seguridade (CES), uma associação sem fins lucrativos criada em 2015 por docentes da UNIFESP.

Foi convidado por Onyx Lorenzoni para atuar como secretário-executivo do governo de transição de Jair Bolsonaro, eleito presidente da República em 2018.

Assumiu um cargo na Casa Civil em janeiro de 2019. Em abril do mesmo ano, após a demissão do então ministro da Educação, Ricardo Veléz, foi nomeado para sucedê-lo no posto.

No exercício do cargo de ministro, executou políticas de austeridade e diversificação econômica no âmbito da educação pública. Anunciou o congelamento de R$ 1,7 bilhão do orçamento originalmente previsto para as universidades públicas e lançou também o projeto Future-se, um programa destinado a fomentar, nas instituições federais de ensino superior, iniciativas de empreendedorismo e de captação de recursos privados capazes de diminuir a dependência crescente do orçamento público no custeio das universidades públicas. Apoiou a criação de uma carteira de estudante gratuita em formato digital, que passou a valer a partir da publicação da medida provisória n. 859, retirando, assim, o intermédio das entidades estudantis, as quais recolhiam uma taxa para emissão do documento físico. Contudo, a medida provisória expirou porque não foi analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional. Sob críticas e eminente afastamento do Ministério, revogou portaria sobre políticas de inclusão nas pós-graduações, como acesso a negros, indígenas e pessoas com deficiência – decisão esta que foi revertida poucos dias depois. Deixou o Ministério da Educação em junho de 2020.

Publicou artigos em revistas acadêmicas como a Revista Brasileira de Previdência e a Revista Chilena de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social. Também assinou uma série de artigos para jornais.

Casou-se com Daniela Weintraub.