COVAS, Bruno
| Tipo | Biográfico |
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| Autor(es) | Jean Spritzer |
Bruno Covas Lopes nasceu em Santos no dia 7 de abril de 1980, filho de Pedro Mauro Lopes e de Renata Covas. Seu avô materno, Mario Covas, foi governador de São Paulo entre 1995 e 2001, além de ter sido prefeito da capital, deputado e senador.
Em 2002, formou-se em Direito, pela Universidade de São Paulo (USP). E concluiu ainda uma segunda graduação, em Economia, tendo formado-se em 2006 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atuou profissionalmente na área tributária e lecionou em universidade particular de sua cidade natal.
Já em 1998, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do qual seu avô havia sido fundador alguns anos antes e no qual Bruno Covas viria a presidir a juventude tucana nos níveis estadual, entre 2004 e 2007, e nacional, entre 2007 e 2011.
Para além da militância, disputou seu primeiro cargo eletivo ainda em 2004, quando foi candidato a vice-prefeito de Santos em chapa liderada pelo também tucano Raul Christiano. Os postulantes não obtiveram êxito naquela ocasião, alcançando apenas uma quarta colocação. Nos anos seguintes, Bruno Covas atuou como assessor na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), para a qual veio a concorrer a uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2006. Recebeu 122 mil votos, que lhe renderam seu primeiro mandato eletivo. Ao fim da legislatura, concorreu à reeleição e obteve novo êxito, desta vez como o mais votado, com 239 mil votos.
No início de seu segundo mandato, no entanto, foi convidado pelo então governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, para ocupar o cargo de secretário estadual de meio ambiente, tendo licenciado-se da assembleia legislativa para assumir o posto. No período como secretário, chegou a publicar, em 2013, um artigo no jornal Folha de S. Paulo no qual tecia críticas à perda de receitas do governo federal para o setor - em específico aquelas provenientes da exploração de petróleo - e também à ausência de parâmetros convergentes no que diz respeito a leis climáticas.
Deixou a secretaria em abril de 2014, a fim de desincompatibilizar-se e lançar-se candidato a deputado federal nas eleições daquele ano. Concorreu, pelo PSDB, a uma vaga na Câmara dos Deputados. Recebeu 352 mil votos e obteve êxito, assumindo o cargo de deputado na legislatura iniciada em 2015.
Na Câmara, foi vice-líder do partido e integrou, na condição de titular, a Comissão de Constituição e Justiça. Apresentou, neste período, o projeto de lei (PL 4727/2016) que propunha a obrigatoriedade do porte de diploma de ensino superior como requisito para ocupar postos de ministro de estado. O projeto, entretanto, foi arquivado. Foi membro também das comissões especiais que discutiram o PL 6299/02, referente à regulamentação de agrotóxicos, denominados defensivos fitossanitários, e o PL 3636/15, que dizia respeito aos requisitos para fechamento de acordos de leniência, instrumento que ganhou destaque em meio às investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato. Por fim, integrou, em março de 2016, a comissão especial formada para analisar a denúncia da então presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Com o voto favorável de Bruno Covas, tanto na comissão quanto em plenário, a denúncia foi aceita e ocasionou a aprovação do processo de impeachment da presidente, que viria então a ser substituída pelo vice-presidente Michel Temer, do PMDB.
Em 2016, chegou a lançar-se, como pré-candidato a prefeito de São Paulo, mas não disputou as prévias que indicaram o empresário e publicitário João Dória como candidato do PSDB. Bruno Covas apoiou o postulante, que vinha sendo criticado pela ausência de vínculos com o partido e com a política, e por fim, compôs, como candidato a vice-prefeito, uma chapa pura do PSDB, a qual contou com outros sete partidos na coligação denominada "Acelera SP". Com mais de 3 milhões de votos, correspondentes 53,29% do total, foram eleitos em primeiro turno, de modo Bruno Covas renunciou a seu mandato de deputado para então ser empossado vice-prefeito de São Paulo em janeiro de 2017.
No primeiro ano como vice-prefeito, repercutiu na imprensa o fato de que por conta das constantes viagens do titular João Dória, Bruno Covas assumiu interinamente o posto de prefeito por diversas vezes. Tal condição foi destacada como um possível fato eminente já no fim de 2017, quando veiculou-se sobre o afastamento do prefeito para concorrer ao Governo do Estado, o que viria a se consumou em março de 2018. Com a saída de João Dória, Bruno Covas assumiu, em caráter efetivo, o cargo de prefeito da capital paulista.
Em 2019, foi diagnosticado com um câncer no aparelho digestivo, tendo iniciado um tratamento quimioterápico que não chegou, porém, a afastá-lo do cargo, tampouco impedi-lo de concorrer à reeleição em 2020, quando lançou-se candidato e o PSDB receberam o apoio de outras oito legendas.
Foi casado com Karen Ichiba, com quem teve um filhos.