TATTO, Nilto
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Evanize Sydow (em colaboração) |
Nilto Ignacio Tatto nasceu em Frederico Westphalen (RS) no dia 31 de julho de 1963, filho de Jacomo Tatto e Ignes Fontana Tatto. Seus irmãos Arselino Tatto e Jair Tatto foram vereadores do município de São Paulo. Seu irmão Ênio Tatto foi deputado estadual em São Paulo. Seu irmão Jilmar Tatto foi secretário de Mobilidade e Transportes do município de São Paulo.
Migrou com a família para a Capela do Socorro, periferia da zona sul da cidade de São Paulo, em 1978.
Em 1980, após atuar nas Comunidades Eclesiais de Base e na Pastoral da Juventude da região da Capela do Socorro, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Em 1983, ingressou no curso de estudos sociais da Faculdade Santo Amaro, associada à Organização Santamarense de Educação e Cultura (OSEC), em São Paulo. Concluiu o bacharelado em 1985.
Ambientalista, foi coordenador do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi) entre os anos de 1983 e 1994. No Cedi, deu assessoria administrativa ao Conselho Nacional dos Seringueiros, então dirigido por Chico Mendes, e à União Nacional dos Indígenas.
Em 1994, foi um dos fundadores do Instituto Socioambiental (ISA), e atuou como secretário executivo da instituição a partir de 1999, período no qual também coordenou o Projeto de Manejo Florestal Xikrin do Cateté, em Parauapebas, no Pará (1999-2001). De 2004 a 2014, coordenou, no ISA, o Programa Vale do Ribeira.
Na Câmara Técnica de Gestão e Planejamento de São Paulo, no período de 2005 a 2014, foi representante de entidades ambientalistas. Também integrou o Conselho Municipal de Política Urbana de São Paulo (2005 a 2006) e foi conselheiro do Comitê Assessor Externo da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna (2008-2012) e do Conselho de Educação Escolar Quilombola de São Paulo (2013-2014). Na Ação Educativa de São Paulo, atuou como conselheiro fiscal de 2013 a 2014.
Durante as eleições de 2014, disputou uma vaga para a Câmara Federal pelo estado de São Paulo, na legenda do PT. Recebeu 101.196 votos e conseguiu eleger-se.
No exercício do mandato como deputado federal, exerceu a vice-liderança do PT e concentrou-se em políticas públicas socioambientais. Integrou comissões permanentes e e especiais, além de comissões parlamentares de inquérito. No caso das comissões permanentes, presidiu a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Atuou como titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Quanto às comissões especiais, foi titular da Comissão Especial da Crise Hídrica no Brasil; da Comissão Especial da Exploração de Recursos em Terras Indígenas; da Comissão Especial da Lei de Proteção de Cultivares; e da Comissão Especial dos Agentes Comunitários da Terra. Foi relator da Comissão Especial para a criação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos. Ainda foi relator do chamado “PL da caça”, como ficou conhecido o Projeto de Lei n. 6.268, de 2016, que liberava a caça e a comercialização de animais silvestres no Brasil, e recomendou o seu arquivamento. Ainda no exercício do primeiro mandato federal, foi titular das comissões parlamentares de inquérito constituídas para analisar os Maus Tratos de Animais e a Funai e o Incra.
Em 2017, foi eleito secretário nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.
Disputou à reeleição em 2018. Recebeu 124.281 votos e foi reconduzido ao mandato.
Durante o exercício do segundo mandato como deputado federal, seguiu dedicado à proteção das minorias e políticas ambientais. Integrou comissões permanentes e externa. No primeiro caso, foi titular da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; da Comissão de Legislação Participativa; da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público; da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Quanto à comissão especial, foi titular da Comissão Especial de Queimadas em Biomas Brasileiros.
Foi coautor de Agenda socioambiental de comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, Semeando Sustentabilidade – A juçara e as comunidades quilombolas no Vale do Ribeira (2008) e Inventário cultural de quilombos do Vale do Ribeira, publicados pelo Instituto Socioambiental (2013).
Casado com a historiadora Lúcia Ferreira Tatto, com quem teve duas filhas, Lígia Ferreira Tatto e Julia Ferreira Tatto.