CASTRO, Mac Dowell Leite de
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Joaquim Afonso Mac Dowell Leite de Castro nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 22 de julho de 1934, filho de Cristóvão Leite de Castro e de Maria da Conceição Mac Dowell Leite de Castro.
Realizando seus estudos superiores na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, bacharelou-se em direito no ano de 1958 e concluiu o curso de doutorado em 1962. Tornou-se então professor de direito constitucional na mesma instituição.
Ligado politicamente ao então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, ainda em 1962 presidiu a Comissão de Vistoria e Segurança do estado e no pleito de outubro, foi eleito deputado estadual na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Durante o exercício de seu mandato, iniciado em fevereiro de 1963, representou o Brasil no congresso da World’s Federation for the United Nations, realizado ainda nesse ano em Genebra, na Suíça, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e foi sucessivamente vice-líder e líder de seu partido na Assembleia Legislativa carioca, até a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965).
Com a posterior instauração do bipartidarismo e acompanhando um grupo vinculado a Lacerda, então em dissenso com o governo de Humberto Castelo Branco, filiou-se ao partido oposicionista, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em cuja legenda concorreu à reeleição em novembro de 1966. Durante a campanha eleitoral, declarou à imprensa seu objetivo de lutar pela “construção de um Brasil novo, de uma verdadeira revolução que não se afaste de seus ideais”, referindo-se aos rumos tomados pelo movimento político-militar de março de 1964. Vitorioso nas urnas, conseguiu ser reeleito mais uma vez para a Assembleia Legislativa da Guanabara em novembro de 1970. No transcorrer dessa legislatura, participou do Seminário Latino-Americano de Sociologia, promovido em 1971 pela Tinker Foundation em Long Insland, Nova Iorque, e foi líder do governo. Propôs ainda a criação da Fundação João XXIII e foi o autor da lei que possibilitou o pagamento de impostos e taxas através da rede bancária.
No pleito de novembro de 1974, tendo centralizado sua campanha eleitoral principalmente na Zona Sul do Rio e defendido em sua plataforma a promoção comunitária, foi eleito deputado federal pela Guanabara na legenda do MDB. Deixando a Assembleia em janeiro de 1975, ocupou no mês seguinte sua cadeira na Câmara, já pelo novo estado resultante da fusão do Rio de Janeiro com a Guanabara, integrando a Comissão de Relações Exteriores e sendo o relator-substituto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro da Habitação. Reeleito em novembro de 1978, ainda na legenda do MDB, e com o apoio da ala ligada a Ernâni Amaral Peixoto, em julho de 1979, ao lado de alguns parlamentares oposicionistas, participou de uma reunião com o presidente João Figueiredo para discutir a reformulação partidária, afinal promovida após a extinção do bipartidarismo em novembro seguinte. Ligando-se à corrente do governador Antônio Chagas Freitas e filiando-se ao Partido Popular (PP), durante essa legislatura foi vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores, membro da Comissão Especial de Código Civil e suplente das comissões de Economia, Indústria e Comércio e de Agricultura e Política Rural, além da CPI instaurada na Câmara Federal para investigar as causas das elevadas taxas de juros nos diversos setores do Sistema Financeiro Nacional.
Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, filiou-se a esta última agremiação oposicionista, legenda na qual candidatou-se à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro, obtendo apenas uma suplência.
Foi presidente da Associação dos Diplomados da Escola de Formação de Oficiais da Reserva da Marinha.
Casou-se com Marion Gebara Leite de Castro, com quem teve dois filhos.
Publicou O crime passional (1957), Filosofia do direito (1960) e A tecnologia do abastecimento na Guanabara (1966).