ALMEIDA, João Clímaco de

João Clímaco de Almeida nasceu em Teresina no dia 30 de março de 1910, filho de Antônio Francisco de Almeida e de Emília Rocha de Almeida.

Formou-se em contabilidade pela Academia de Comércio do Maranhão em 1934. Bancário e mais tarde pecuarista, presidiu a Caixa Beneficente dos Servidores do Estado do Piauí, antes de tornar-se membro do Conselho Administrativo do Estado, em 1947.

Vereador à Câmara Municipal de Teresina de 1948 a 1950, elegeu-se em seguida deputado estadual na legenda do Partido Social Democrático (PSD), reelegendo-se duas vezes e permanecendo na Assembleia Legislativa do Piauí até 1963. Em 1962, foi eleito vice-governador do Piauí pela coligação das oposições, a União Democrática Nacional (UDN) e o PSD, enquanto Petrônio Portela conquistava o governo do estado. Em 1966, foi novamente escolhido para o cargo de vice-governador, desta vez em pleito indireto que conduziu Helvídio Nunes ao governo do estado para o quadriênio 1967-1971. De 16 de maio de 1970 a 15 de março de 1971, ocupou o governo do Piauí, deixado vago por seu titular que se desincompatibilizara para candidatar-se ao Senado Federal.

Eleito deputado federal pelo Piauí na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena) no pleito de novembro de 1974, tomou posse em fevereiro do ano seguinte, passando a integrar a Comissão de Economia, Indústria e Comércio, como membro efetivo, e a Comissão de Finanças, como suplente.

Candidatando-se à reeleição no pleito de novembro de 1978, ainda na legenda da Arena, conseguiu apenas a primeira suplência. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1979, e, em março seguinte, assumiu o cargo de secretário do Interior e Justiça do Piauí, no governo de Lucídio Portela.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se à agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS). Deixou a Secretaria do Interior e Justiça em novembro de 1981, quando retornou à Câmara na vaga aberta com a morte do deputado Paulo Ferraz.

Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se a uma cadeira no Senado por seu estado na legenda do partido governista, não conseguindo se eleger. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1983, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Deixando de concorrer nos pleitos de 1986 e 1990, com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993, da qual surgiu o Partido Progressista Reformador (PPR), João Clímaco filiou-se a essa nova agremiação, mas não disputou uma cadeira no Legislativo Federal no pleito de 1994.

Faleceu em Teresina no dia 9 de setembro de 1995.

Era casado com Hercília Torres de Almeida, com quem teve dois filhos.