COLATO, Irineu
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Irineu Colato nasceu em Ijuí (RS) no dia 1º de julho de 1945, filho de Antônio Colato e de Isolina Colato.
Fez o curso primário em Santo Ângelo (RS) e o secundário em Horizontina (RS). Radicado desde então nessa cidade, foi secretário municipal de Educação, de Administração e de Planejamento, além de ter ocupado a secretaria executiva da Câmara Municipal.
Nas eleições de novembro de 1974, elegeu-se prefeito de Horizontina na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1975, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Santo Ângelo. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Reconduzido à prefeitura de Horizontina, desincompatibilizou-se do cargo em 1982 a fim de se candidatar à Câmara dos Deputados.
Nas eleições de novembro de 1982 obteve uma suplência, e no início do ano seguinte assumiu o mandato na vaga de Telmo Kirst, que fora nomeado para a Secretaria de Transportes do estado. Ao longo da legislatura, foi membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia e suplente da Comissão de Minas e Energia. Contrário ao restabelecimento das eleições diretas para a presidência da República, opôs-se à emenda Dante de Oliveira, que em 25 de abril de 1984 não conseguiu atingir na Câmara a votação necessária para ser encaminhada à apreciação do Senado. Com a não aprovação da proposta, a sucessão do presidente João Figueiredo teria de ser decidida pelo Colégio Eleitoral.
Em agosto de 1984, Colato voltou à condição de suplente. Retornou à Câmara em outubro seguinte, a tempo de participar da votação do Colégio Eleitoral em janeiro de 1985. Na ocasião, em lugar de votar no candidato do PDS Paulo Malu, decidiu votar na chapa Tancredo Neves-José Sarney, da Aliança Democrática - coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal -, que acabou vitoriosa. Gravemente enfermo, Tancredo, no entanto, não chegou a assumir a presidência, sendo internado no Hospital de Base de Brasília na véspera de sua posse, marcada para 15 de março. Com isso, Sarney tornou-se o novo presidente do país, sendo efetivado no cargo após a morte do ex-governador de Minas em 21 de abril de 1985. Em novembro de 1986 Colato candidatou-se a deputado federal constituinte na legenda do PDS. Apesar da boa votação, obteve a segunda suplência, deixando a Câmara em janeiro seguinte, ao término do mandato.
Em abril de 1993 ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o PDS e o Partido Democrata Cristão (PDC), e em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP) para formar o Partido Progressista Brasileiro (PPB), filiou-se a esse partido, tornando-se membro do diretório municipal de Horizontina. Em 2000, foi eleito prefeito de Horizontina na legenda do PPB, que três anos mais tarde passaria a se chamar somente Partido Progressista (PP). Em maio de 2004 foi afastado do cargo, junto com o vice-prefeito Carlos Berwian (PMDB), por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois tiveram os mandatos cassados por abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições de 2000. Diante disso, em junho de 2004, quatro meses antes das eleições municipais, uma eleição indireta foi organizada para dar posse a um novo prefeito até o término daquele ano. Colato candidatou-se novamente a prefeito nas eleições de outubro, mas dessa vez foi derrotado por João Borges, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Mais uma vez candidato à prefeitura em 2008, venceu a eleição, mas também nesse pleito teve problemas com a Justiça, pois o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) gaúcho abriu novo processo contra ele e a coligação que o apoiou, a qual, além do PP, reunia o PMDB e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Mesmo acusado de utilizar recursos não declarados à Justiça Eleitoral para a aquisição de veículos usados na campanha, tomou posse e, em setembro de 2009, foi absolvido pelo TRE.
Casou-se com Hedi Molke Colato, com quem teve três filhos.