FERNANDES, Edgar
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Edgar Moury Fernandes nasceu em Recife no dia 15 de abril de 1912, filho de João Paulo Moury Fernandes e de Maria do Carmo e Silva Fernandes. Seu irmão, Edson Moury Fernandes, foi deputado federal por Pernambuco de 1955 a 1959 e de 1967 a 1969.
Edgar Fernandes estudou no Ginásio Pernambucano, em sua cidade natal, e em 1937 formou-se em economia pela Faculdade de Comércio de Alagoas. Mais tarde bacharelou-se também em sociologia. Atuando junto à administração pública de Pernambuco, foi delegado do Ministério do Trabalho durante a interventoria de Agamenon Magalhães (1937-1945). Articulou nesse período o fornecimento de instrução militar aos sindicatos, possibilitando assim mobilizar o apoio dessas entidades ao governo estadual. Ainda em 1945 foi conselheiro da Caixa Econômica Federal em Pernambuco.
Iniciou sua vida parlamentar em dezembro de 1945, elegendo-se primeiro suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo estado de Pernambuco na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Em fevereiro de 1948, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, ocupou uma cadeira na Câmara em substituição a Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho. No pleito de outubro de 1950, candidatou-se a deputado federal na legenda da Coligação Democrática Pernambucana, formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Republicano (PR), o Partido de Representação Popular (PRP), o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Libertador (PL). Obtendo nova suplência, encerrou seu primeiro mandato em janeiro de 1951.
Em 1952, presidiu a Caixa Econômica Federal em Pernambuco.
Em dezembro de 1952 retornou às atividades parlamentares substituindo Otávio Correia de Araújo. Exerceu o mandato até junho de 1954, quando deixou definitivamente a Câmara.
Em outubro de 1954, candidatou-se a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Eleito, iniciou o mandato no começo de 1955, exercendo até janeiro de 1959, ao final da legislatura.
Abandonando a carreira política, ainda em 1959 voltou a ocupar o cargo de conselheiro da Caixa Econômica Federal em Pernambuco. Em abril de 1964, após o movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), foi afastado dessas funções em virtude de ter sido indiciado no Inquérito Policial-Militar (IPM) instaurado pelo general Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército, sediado em Recife. Absolvido, Moury aposentou-se mais tarde pela Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Foi ainda presidente do Instituto dos Servidores do Estado de Pernambuco, no mesmo estado e diretor financeiro do Instituto de Resseguros do Brasil.
Faleceu em Recife no dia 1º de fevereiro de 1988.
Era casado com Maria Iná Trindade Fernandes, com quem teve sete filhos.