FERNANDES, Moury

Edson Moury Fernandes nasceu em Recife no dia 2 de abril de 1911, filho de João Paulo Moury Fernandes e de Maria do Carmo e Silva Fernandes. Seu irmão, Edgar Fernandes, foi deputado federal por Pernambuco de 1948 a 1951 e de 1952 a 1954.

Moury Fernandes diplomou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco, tornando-se mais tarde professor universitário.

Trabalhando junto à administração pública de seu estado natal, ocupou em diversas ocasiões, entre os anos de 1946 e 1955, a Secretaria de Educação e Cultura do governo de Pernambuco. Dedicou-se ao mesmo tempo à vida parlamentar, elegendo-se em janeiro de 1947 deputado estadual na legenda do Partido Republicano (PR). Alcançou a presidência da Assembleia Legislativa pernambucana e reelegeu-se no pleito de outubro de 1950, dessa vez na legenda do Partido Social Democrático (PSD).

Em outubro de 1954, candidatou-se a deputado federal por Pernambuco na legenda da Frente Democrática Pernambucana, formada pelo PSD e os partidos Democrata Cristão (PDC), Social Progressista (PSP), Libertador (PL) e de Representação Popular (PRP). Conseguindo nova vitória eleitoral, desligou-se da Secretaria de Educação e Cultura e exerceu seu mandato na Câmara de fevereiro de 1955 a janeiro de 1959.

No pleito de outubro de 1962, tornou a eleger-se deputado estadual para a legislatura de 1963 a 1967, na legenda da Frente Popular Democrática, articulada pelo PSD e a União Democrática Nacional (UDN). Nesse período, durante a gestão de Paulo Guerra (1964-1967), que, com o movimento político-militar de março de 1964, substituiu Miguel Arrais no governo de Pernambuco, assumiu mais uma vez o cargo de secretário de Educação e Cultura, visitando em 1965, no desempenho de suas funções nessa secretaria, os Estados Unidos e o México. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), em cuja legenda voltou a eleger-se deputado federal por Pernambuco em novembro de 1966. Deixando a Secretaria de Educação e Cultura, ocupou sua cadeira na Câmara de fevereiro de 1967 a fevereiro de 1969, quando teve seu mandato parlamentar cassado por força do Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior.

No início da década de 1970 sofreu um acidente automobilístico de graves consequências que o afastou da carreira política.

Foi ainda membro do Conselho Penitenciário de Pernambuco e conselheiro da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil.

Faleceu em Recife no dia 9 de fevereiro de 1982.

Era casado com Carmem de Andrade Fernandes, com que teve quatro filhos.