FLORES, Edvaldo

Edvaldo de Oliveira Flores nasceu em Vitória da Conquista (BA) no dia 16 de março de 1919, filho de Elpídio dos Santos Flores e de Eulina Nunes Oliveira Flores.

Estudou no Ginásio Ipiranga, em Salvador, antes de ingressar na Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Campos (RJ), pela qual se formou em 1940.

Eleito prefeito de sua cidade natal pela União Democrática Nacional (UDN) em outubro de 1954, exerceu o mandato entre 1955 e 1959, no pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda udenista. Exerceu o mandato de fevereiro de 1959 a janeiro de 1963, participando durante a legislatura principalmente dos órgãos técnicos da Câmara. Nessa época declarava-se partidário do monopólio estatal nos setores básicos da economia e defendia a desapropriação dos latifúndios improdutivos para implantar uma reforma agrária cooperativista. A favor do fortalecimento dos partidos e da eliminação da influência do poder econômico no processo eleitoral, era partidário das reformas eleitoral, administrativa, bancária, tributária e pela planificação da economia. Definia-se assim como social-democrata e centrista.

Em outubro de 1962, alcançou apenas a segunda suplência pela UDN baiana, vindo a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados por curtos períodos entre 1963 e 1965. Ainda em 1962, visitou os EUA a convite do governo norte-americano. Em abril de 1965, foi nomeado assessor do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA) e conselheiro do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA). Em consequência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 de 27 de outubro de 1965 e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964, em cuja legenda elegeu-se novamente deputado federal nas eleições de novembro de 1966. Assumiu o mandato em fevereiro de 1967, desligando-se em maio dos cargos no INDA e no IBRA. Durante essa legislatura, chegou a presidente da Comissão de Agricultura da Câmara.

Reeleito em novembro de 1970, a partir de 1971, ocupou a vice-presidência da Comissão de Agricultura, além de integrar a Comissão de Economia da Câmara. Candidato a nova reeleição em novembro de 1974, obteve apenas a segunda suplência, deixando a Câmara em janeiro de 1975. Candidatou-se ainda mais uma vez em novembro de 1978, voltando a obter uma suplência de deputado federal na legenda da Arena baiana. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a subseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista cuja comissão executiva regional passou a integrar.

Ligado ao senador Luís Viana Filho, foi escolhido, em outubro de 1982, por indicação do senador Jutaí Magalhães, candidato a vice-governador do estado na chapa encabeçada por João Durval Carneiro. Essa chapa substituiu as candidaturas de Clériston Andrade, candidato a governador, e do deputado federal Rogério Rego, candidato a vice-governador, falecidos em acidente aéreo naquele mês. Edvaldo Flores assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados, para completar a legislatura até janeiro de 1983. Em novembro de 1982, foi eleito vice-governador da Bahia, em chapa encabeçada por João Durval Carneiro. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, assumindo o mandato de vice-governador em março.

Em 15 de março de 1987, substituiu João Durval no governo da Bahia, porque o titular não quis passar o cargo, naquele dia, ao governador eleito, Valdir Pires. Em seguida, abandonou a carreira política e tornou-se pecuarista em Itapetinga (BA).

Membro da Associação Baiana de Agronomia, publicou Indústria e Agricultura (1960), Política de exportação (1970), Conservação do solo, A mecanização da lavoura.

Casou-se com Gersonita Sales Flores, com quem teve cinco filhos.