GALVÃO, Olavo

Olavo João Galvão nasceu em Natal (RN) no dia 29 de abril de 1919, filho de João Crisóstimo Galvão Filho e de Rosalva Brandão Galvão.

Em 1941 tornou-se técnico em contabilidade.

Alguns anos depois, iniciou sua carreira política ao eleger-se vereador da Câmara Municipal de Natal, pela legenda do Partido Social Progressista (PSP), exercendo mandato de 1948 a 1951. Nesse período, também presidiu a Câmara Municipal dessa cidade por duas vezes consecutivas (1948-1949 e 1949-1950).

Nas eleições de outubro de 1950, candidatou-se a deputado estadual pelo PSP, mas conseguiu apenas uma suplência.

Em 31 de janeiro de 1951, foi nomeado prefeito de Natal pelo governador Jerônimo Dix-Sept Rosado, exercendo essas atribuições até 20 de setembro de 1951.

Diretor da 1ª Zona do Banco do Nordeste do Brasil, de março a agosto de 1954, assumiu temporariamente a presidência desse estabelecimento durante o governo do presidente João Café Filho (1954-1955). Ocupou a mesma função de 1956 a 1958, quando também dirigiu a Carteira de Crédito Geral desta instituição (1956-1957). Em outubro de 1954 foi eleito deputado estadual pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), exercendo o mandato até o fim da legislatura, em janeiro de 1959.

Nas eleições de outubro de 1958, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda da Frente Democrática Nacional - constituída pela União Democrática Nacional (UDN), à qual era filiado, pelo Partido Social Trabalhista (PST) e pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) -, obtendo apenas uma suplência. Apoiou a política externa do presidente João Goulart (1961-1964), que culminou com o reatamento, em novembro de 1961, das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas desde 1947. Apresentou no ciclo de Estudos do Itamarati: O desenvolvimento econômico no Nordeste.

Exerceu o mandato na Câmara dos Deputados do dia 2 de maio a 13 de agosto 1962, na vaga deixada por Tarcísio Maia; a partir de 18 de agosto, no lugar de Djalma Marinho; e, em outubro, na vaga de João Frederico. Integrou nesse período a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), bloco interpartidário formado em 1956 por deputados da UDN, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Social Democrático (PSD). Atuante na Câmara Federal, a FPN defendia uma plataforma nacionalista, voltada para a condenação à intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, especialmente no setor energético, e à remessa de lucros para o exterior.

Em sua atuação parlamentar, segundo o Correio Brasiliense de julho de 1962, foi partidário de uma reforma agrária gradual, de maneira que o agricultor sem terra pudesse ocupá-la vantajosamente, já como proprietário. Nesse sentido, o governo deveria colaborar não apenas na distribuição das terras constituídas em bens patrimoniais, como também prestando assistência creditícia aos lavradores e incentivando, de todas as maneiras, o cooperativismo - de produção, de consumo e de crédito. No plano político, considerava que os pequenos estados deveriam ter mais representantes que os sete então previstos na Constituição, era partidário da cédula única nas eleições proporcionais e do planejamento econômico e administrativo.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, não tendo conseguido se reeleger, pelo PTB, no pleito de outubro de 1962. Radicado em Brasília, abandonou a vida pública, dedicando-se a atividades comerciais na área têxtil nas décadas seguintes. Entre 1971 e 1981, trabalhou na Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Atuou também como perito contador e professor de contabilidade.

Faleceu no dia 18 de dezembro de 2002.

Era casado com Eunice Coelho Galvão, com quem teve cinco filhos e alguns netos, entre eles, João Paulo Galvão, nomeado em 2009 ouvidor-geral de Natal.