GUERRA, Ivânio

Ivânio Fumegali Guerra nasceu em Soledade (RS) no dia 31 de março de 1940, filho de Prosdócimo Guerra e de Adele Fumegali Guerra. Seus irmãos também seguiram a carreira política. Alceni foi deputado federal (1983-1990), ministro da Saúde (1990-1992) e prefeito da cidade paranaense de Pato Branco (1997-2000), secretário da Casa Civil do Paraná (2000-2002) e deputado federal pelo DEM/PR a partir de 2007; Valdir foi deputado federal por Mato Grosso do Sul (1991-1995).

Estudante de medicina em Curitiba, Ivânio formou-se em 1969, concluindo a pós-graduação em pediatria dois anos depois, no Hospital Cruz Vermelha.

Foi diretor financeiro da Policlínica de Pato Branco, diretor das rádios Itapuã e FM Elite e gerente da empresa Sementes Guerra Ltda. Tesoureiro e vice-presidente do diretório municipal do Partido da Frente Liberal (PFL), coordenou as campanhas políticas de Alceni à Câmara dos Deputados em 1982 e em 1986. Em outubro de 1990, elegeu-se deputado federal pelo Paraná.

Titular da Comissão de Seguridade Social e Família e da comissão parlamentar de inquérito que investigou o tráfico e o crescente consumo de drogas, na sessão de 29 de setembro de 1992 votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura de 1991-1995, Ivânio Guerra votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de educação e de saúde; do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF); e pelo fim do voto obrigatório.

Tentando reeleger-se numa coligação do PFL com outros partidos em outubro de 1994, obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura no fim de janeiro do ano seguinte. Posteriormente, tornou-se chefe do escritório de representação do governo do Paraná em Brasília. Voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de outubro de 1998, na legenda do PFL, e mais uma vez obteve uma suplência. Em fevereiro de 1999, assumiu o mandato na vaga de Rafael Greca, nomeado ministro do Esporte e Turismo do segundo período de governo de Fernando Henrique Cardoso (1999-2003). Exerceu o mandato de 3 de fevereiro de 1999 a 2 de maio de 2000, e de 5 de dezembro de 2000 a 2 de janeiro de 2002.

No pleito de outubro de 2002, concorreu ao cargo de deputado estadual do Paraná, na legenda do PFL, e obteve 14.958 votos ficando com uma suplência. Após as eleições, voltou a dedicar-se à medicina, tornando-se diretor superintendente da Policlínica de Saúde de Pato Branco, e continuou a militar no Democratas (DEM), tendo sido eleito membro da Comissão Executiva do partido em Pato Branco em outubro de 2009.

Casou-se com Estela Mares Sartor Guerra, com quem teve dois filhos.