JESUS, Antônio de

Antônio de Jesus Dias nasceu em Anápolis (GO), no dia 28 de janeiro de 1942, filho de Teófilo Passos Dias e de Aurelina César de Jesus.

Formou-se em psicologia pela Universidade Católica de Goiânia (GO), em 1979.

Nas eleições de novembro de 1978 concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado em abril de 1964. Obteve uma suplência.

Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, e pouco depois no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Graças à influência do ex-governador Íris Resende foi nomeado subchefe do Gabinete Civil do governo de Ari Valadão (1979-1983), cargo no qual se manteve até o ano seguinte, quando se tornou diretor da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem). Ainda nessa legislatura, exerceu o mandato de deputado estadual por um ano e sete meses.

No pleito de novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte pelo PMDB, tendo sido titular da subcomissão de Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Nas principais votações do período, votou a favor do rompimento das relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial; do presidencialismo; do voto facultativo aos 16 anos; do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney; da nacionalização do subsolo; do limite de 12% ao ano para os juros reais; da limitação dos encargos da dívida externa; do aviso prévio proporcional; da unicidade sindical; da soberania popular; da proibição do comércio do sangue; da anistia aos micro e pequeno empresários. Foi contra a pena de morte; a limitação do direito de propriedade; a estatização do sistema financeiro; o aborto; o mandato de segurança coletivo; a remuneração 50% superior para o trabalho extra; a jornada semanal de 40 horas; o turno ininterrupto de seis horas; a demissão sem justa causa; a criação de um fundo de apoio à reforma agrária; a desapropriação da propriedade produtiva; a legalização do jogo do bicho.

Concorrendo à reeleição no pleito de outubro de 1990, novamente pela legenda do PMDB, obteve uma suplência. Assumiu o mandato no início da legislatura, em 18 de março de 1991, na vaga de Naftali Alves de Sousa. Titular da Comissão de Defesa Nacional foi suplente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Com o retorno do deputado Lázaro Barbosa deixou a Câmara em 25 de maio de 1993. Reassumiu o mandato em janeiro de 1995 na vaga de Virmondes Cruvinel, e sem ter disputado as eleições de outubro de 1994 retirou-se ao término da legislatura, em ainda em janeiro de 1995. No pleito de outubro de 1998 não conseguiu eleger-se deputado federal.

Distanciado da política, Antônio de Jesus tornou-se pastor evangélico da Assembleia de Deus e professor universitário.

Casado com Neli da Silva Dias, teve quatro filhos.