LIMA, Barros
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Francisco de Paula Monteiro de Barros Lima nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 10 de fevereiro de 1871, filho de João Gonçalves Pereira Lima e de Emília Monteiro de Barros Lima.
Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1892, depois de formado em direito, trabalhou no escritório de seu cunhado, o professor Francisco Bulhões de Carvalho.
No governo do presidente Prudente de Morais (1894-1898), que enfrentou violenta oposição dos florianistas, corrente política que representava parte da oficialidade do Exército e o Partido Federal Republicano, foi delegado-auxiliar da polícia do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Nesse período ocorreram os empastelamentos dos jornais monarquistas A Gazeta da Tarde (primeiro jornal abolicionista do Brasil) Liberdade e Apóstolo, em março de 1897, e o assassinato do diretor-proprietário da Gazeta, o coronel Gentil José de Castro, baleado por populares quando fugia para Petrópolis (RJ).
Ocupava ainda o cargo de delegado-auxiliar quando em maio de 1897 foi desencadeada a segunda revolta da Escola Militar da Praia Vermelha, reduto dos florianistas, que ajudou a aumentar o clima de agitação política. Em 5 de novembro de 1897, ocorreu um atentado contra Prudente de Morais, que teve como consequência a morte do ministro da Guerra, o marechal Carlos Machado Bittencourt.
Barros Lima foi ainda auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão do qual tornou-se ministro em 1918. Nesse mesmo ano, representou o tribunal no Congresso Jurídico. Vice-presidente do TCU entre 1931 e 1933, no ano seguinte, sucedendo a Agenor de Roure, foi designado presidente do TCU, cargo em que se aposentou em 1935, quando foi substituído por Otávio Tarquínio de Sousa.
Faleceu ainda em 1935.