LOJACONO, Vincenzo
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Vincenzo Lojacono foi nomeado embaixador da Itália no Brasil em janeiro de 1937, em substituição a Roberto Cantalupo, tendo participado nesse posto dos acontecimentos que se seguiram ao Levante Integralista de 11 de maio de 1938.
Preparado pelos integralistas com o apoio dos oposicionistas liberais e tendo por objetivo depor Getúlio Vargas da presidência da República, o Levante Integralista teve como episódio mais destacado o assalto ao palácio Guanabara, no dia 11 de maio. Os rebeldes foram contidos em poucas horas e o movimento sufocado, seguindo-se o processo de punição dos envolvidos. Um dos chefes do levante, o tenente Severo Fournier, em 25 desse mês foi conduzido à embaixada italiana na mala de um automóvel por três capitães, entre os quais Manuel Aranha, irmão de Osvaldo Aranha, então ministro das Relações Exteriores. O episódio suscitou um caso diplomático entre o Brasil e a Itália, pois, se entendia que a concessão de asilo só poderia efetivar-se em caso de flagrante. As autoridades brasileiras exigiam a entrega de Fournier ao Exército ou à polícia, enquanto a embaixada italiana buscava garantir o seu envio para o exílio.
Pressionado, Lojacono consultou seu governo, que propôs a entrega de Fournier às autoridades brasileiras em troca da liberação de alta quantia, de propriedade do governo italiano, que estava congelada no Brasil. Aceita a proposta, em 7 de julho Fournier escreveu uma carta agradecendo a hospitalidade recebida na embaixada e entregou-se ao coronel Álvaro Areias e ao tenente-coronel Ângelo Mendes de Morais. Ao mesmo tempo, Lojacono telegrafou ao ministro da Guerra, Eurico Dutra, agradecendo as gestões do Exército na superação do impasse. Seu envolvimento no caso, entretanto, desagradara ao governo brasileiro, que negociou e conseguiu sua remoção, Lojacono retornou à Europa em setembro de 1938, sendo substituído por Ugo Sola em março do ano seguinte.