ARANTES, Guido

Guido Magalhães Arantes nasceu na cidade de Posse (GO) no dia 3 de maio de 1939, filho de Otávio Batista Arantes e de Almerinda Magalhães Arantes.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás em 1963.

No pleito de novembro de 1978, elegeu-se deputado federal pelo estado de Goiás na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação política do regime militar instaurado no país a partir de abril de 1964, iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu a Arena no apoio ao governo. Nessa legislatura foi presidente da Comissão de Minas e Energia, suplente da Comissão de Relações Exteriores e membro titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados destinada a investigar as causas das elevadas taxas de juros nos diversos setores do sistema financeiro nacional.

Candidatou-se à reeleição em novembro de 1982, mas conseguiu apenas a sexta suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1983, ao final da legislatura.

Em junho de 1984, Guido Arantes e mais três pessoas, entre as quais um peruano, foram presos em Copacabana, no Rio de Janeiro, portando um quilo de cocaína. Na ocasião, o ex-deputado confessou ter trocado a droga por pedras preciosas de uma loja de sua propriedade em Manaus, as quais tinha ido expor em Lima, no Peru. Guido Arantes foi condenado em agosto desse mesmo ano a oito anos de reclusão por uso e tráfico de drogas.

Empresário e exportador de minérios, foi também consultor jurídico da Assembleia Legislativa de Goiás, presidente da Companhia de Armazéns e Selos do estado de Goiás, agente financeiro do Banco Nacional da Habitação e diretor da Minebrás - Minérios do Brasil.

Casou-se com Catarina Guimarães Arantes, com quem teve três filhos.