ACHÉ, Átila
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Átila Monteiro Aché nasceu no Rio de Janeiro em 11 de julho de 1888, filho do marechal Napoleão Filipe Aché e de Constança Monteiro Aché. Seu irmão, Otávio Monteiro Aché, seguiu também a carreira militar, ingressando no Exército, onde chegou a general e foi diretor de Pessoal do Exército de 1949 a 1952.
Fez seus primeiros estudos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Guarda-marinha em 1906, cursou a Escola Naval e se formou em 1909, chegando ao posto de segundo-tenente em 1910. Promovido a primeiro-tenente em 1914, fez o curso de aperfeiçoamento na Escola de Submarinos e chegou a comandar o submarino F-1, depois de ter sido seu imediato.
Promovido a capitão-tenente em 1921, foi instrutor da escola de Submarinos, imediato dos contratorpedeiros Alagoas e Mato Grosso, ajudante da Escola de Grumetes e, a partir de 1931, comandante do submarino Humaitá.
Identificado com as posições tenentistas, esteve vinculado ao Clube 3 de Outubro, organização criada em 1931, congregando os partidários da manutenção e do aprofundamento das reformas decorrentes da Revolução de 1930.
Em 1932, atingiu o posto de capitão-de-corveta, e no ano seguinte deixou o comando do submarino Humaitá. Designado para servir no estado-maior do comandante-em-chefe da Esquadra, em 1935 fez o curso da Escola de Guerra Naval. Em seguida, foi instrutor dessa escola de 1936 a junho de 1937, quando foi promovido a capitão-de-fragata.
Nomeado vice-presidente do Conselho de Imigração e Colonização - cuja presidência ocupou interinamente diversas vezes -, em 1939 assumiu o comando do cruzador Rio Grande do Sul. Entre 1940 e 1941 ocupou a subchefia do gabinete do ministro da Marinha e, em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, assumiu o comando da flotilha de submarinos da Marinha.
Promovido a capitão-de-mar-e-guerra em 1942, permaneceu no comando da força de submarinos até o fim da guerra, em 1945. Em novembro desse ano, foi promovido a contra-almirante e assumiu a diretoria geral de Pessoal da Marinha. No exercício deste cargo, criou o Serviço Social da Armada. Em seguida, foi adido naval nos Estados Unidos e diretor da Escola de Guerra Naval. No pós-guerra, participou ainda da Comissão Brasil-Estados Unidos e da Liga Interamericana de Defesa das Américas.
Em 1949, foi promovido a vice-almirante e, em 1951, graduado no posto de almirante-de-esquadra. Efetivado no posto no ano seguinte, foi comandante-em-chefe da Esquadra de 1951 a 1953 e chefe do Estado-Maior da Armada de 1953 a 1954, ano em que atingiu o ápice da hierarquia na Marinha: almirante de cinco estrelas.
Especialista em política internacional, o almirante Aché foi conferencista permanente na Escola Superior de Guerra, onde discorria sobre a marinha de guerra moderna e a marinha mercante.
Faleceu em 2 de janeiro de 1978, no Rio de Janeiro.
Era casado com Dagmar Franco Aché e seus dois filhos homens, Átila Franco Aché e Sidnei Franco Aché, também ingressaram na Marinha, chegando ambos ao posto de almirante.