PACHECO, Orlando
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Orlando Camilo Pacheco nasceu em Itajaí (SC) no dia 3 de novembro de 1944, filho de Emília Pacheco.
Técnico em telefonia e pastor protestante, formou-se pela Faculdade de Teologia de Lorena (SP) em 1986. Nesse mesmo ano ingressou na política elegendo-se, em novembro, deputado federal constituinte na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), com o apoio da Igreja Evangélica de Deus. Tomou posse em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Foi vice-presidente da Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e suplente da Subcomissão da Família, do Menor e do Idoso da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes. Foi também vice-presidente da Comissão de Seguridade Social (1987-1990).
Na Constituinte, votou a favor do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para Sarney e da anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra a limitação do direito de propriedade privada, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a nacionalização do subsolo, a limitação dos encargos da dívida externa e a desapropriação da propriedade privada. Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, passou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara.
Nas eleições de outubro de 1990 disputou novo mandato na legenda do PFL, e obteve uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura, mas voltou em março, para ocupar a vaga do deputado Paulo Bauer, nomeado para a Secretaria da Educação, Cultura e Desporto do governo de Vílson Kleinübing (1991-1995). Substituiu Bauer até abril de 1994, e de então a janeiro de 1995, exerceu o mandato na vaga aberta pela saída de Ruberval Pilotto, nomeado secretário de Tecnologia, Energia e Meio Ambiente de Santa Catarina. Na votação dos principais projetos enviados pelo Executivo à apreciação da Câmara durante o governo Itamar Franco (1992-1994), foi favorável à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE) e votou contra o fim do voto obrigatório.
Em outubro de 1994 candidatou-se novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados, dessa vez na legenda do Partido Social Democrático (PSD), ao qual se filiara naquele ano. Obteve, outra vez, uma suplência. Deixou a Câmara em 31 de janeiro de 1995 e passou a se dedicar às atividades evangélicas e de professor de teologia. Tornou-se membro do Centro Evangélico de Missões Internacionais e conselheiro da Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus, em Campinas (SP).
Casou-se com Maurita Maria da Silva Pacheco, com quem teve três filhos.
Publicou O que acontecerá depois da morte; Jesus, um senhor que transforma e O enviado por Deus.