PALIARIN, Jaime
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Jaime Paliarin nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) no dia 12 de março de 1932, filho de José Paliarin e de Maria R. Paliarin.
No pleito de outubro de 1964, foi eleito vereador de Bauru (SP), na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumindo o mandato no início do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como primeiro-secretário da Câmara Municipal. Em consequência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.
Em 1967 entrou para a Faculdade de Direito de Bauru, formando-se cinco anos depois. Em outubro de 1968, foi reeleito vereador. Assumindo o mandato no início do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como presidente da mesa da Câmara. Deixou a Câmara Municipal em janeiro de 1973.
Afastado da carreira política, em 1978 realizou curso de evangelismo e liderança cristã no Panamá. Realizou também cursos de liderança em São Bernardino, na Califórnia (Estados Unidos), e de evangelismo e liderança em Amsterdã, na Holanda, tornando-se reverendo da Igreja do Evangelho Quadrangular.
De volta à política partidária, em novembro de 1986 candidatou-se a uma cadeira de deputado federal constituinte, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Eleito, assumiu o mandato em fevereiro seguinte, quando se iniciaram os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Integrou, como membro titular, a Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher e suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica. Em fevereiro de 1988, durante uma sessão da Constituinte, colocou sobre a tribuna da Câmara um penico de plástico endereçado ao presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, em protesto contra a publicação, em jornais da entidade, de seu nome como pertencendo ao grupo de constituintes que estariam contra os trabalhadores.
Integrante da bancada evangélica e do Centrão, grupo de parlamentares de orientação conservadora, nas votações mais importantes na Constituinte foi a favor do mandado de segurança coletivo, da estabilidade sindical, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da pluralidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da limitação dos juros em 12% ao ano. E votou contra a pena de morte, o aborto, o presidencialismo, a limitação dos encargos para a dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a legalização do jogo do bicho, a desapropriação da propriedade produtiva, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney; e se ausentou na votação da estatização do sistema financeiro. No segundo turno, votou contra a estabilidade e o aviso prévio proporcional. Após a promulgação da Constituição (5 de outubro de 1988), voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.
Justificando a prática do nepotismo “por unir o útil ao agradável”, em seu gabinete trabalharam sua esposa e três filhos, embora estes últimos residissem em São Paulo. Em outubro de 1990 candidatou-se à reeleição, na legenda do PTB, mas obteve apenas a primeira suplência, deixando a Câmara no início do ano seguinte. Com a renúncia de Solon Borges dos Reis em 31 de dezembro de 1992, eleito vice-prefeito de São Paulo no pleito de outubro, Paliarin teve a oportunidade de assumir o mandato, mas preferiu renunciar à condição de suplente, por ter se tornado secretário executivo da Igreja do Evangelho Quadrangular, cargo para o qual foi reeleito em 1996 permanecendo até 2000. Radicou-se em Campo Grande e continuou atuado na igreja de sua cidade.
Foi também lavrador, alfaiate e pecuarista.
Casou-se com Nanci Augusta da Rocha Paliarin, com quem teve quatro filhos.