RAMOS, Aristiliano Laureano de
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Aristiliano Laureano de Ramos nasceu em Lajes (SC) no dia 10 de maio de 1888, filho de Belisário José de Oliveira Ramos e Teodora Ribeiro Ramos. Membro de uma das famílias mais tradicionais e politicamente poderosas do estado, vários de seus parentes ocuparam cargos de projeção no cenário político estadual e nacional, destacando-se seu primo Nereu Ramos, que chegou, na qualidade de vice-presidente do Senado, à presidência da República entre 1955 e 1956.
Fez os primeiros estudos em sua cidade natal, terminando em 1904, com um curso de humanidades no Colégio Nossa Senhora da Conceição em São Leopoldo (RS). Passou então a dedicar-se ao jornalismo político, iniciando sua carreira em 1916, como deputado à Assembleia Legislativa de seu estado, onde permaneceu até 1921. Durante o exercício do mandato, foi suplente de secretário do Congresso e de 1919 a 1922 foi superintendente municipal substituto de Lajes. Em 1927 foi vereador à Câmara da cidade. Em outubro de 1930, participou da Revolução, comandando, juntamente com o coronel Otacílio Fernandes, uma coluna revolucionária que partiu do sul de Santa Catarina em direção à cidade de Lajes. Em abril de 1933, já no posto de coronel, foi designado para suceder ao major Rui Zubarán na interventoria em seu estado. Ainda nesse ano tornou-se presidente do Partido Liberal Catarinense.
Convocadas as eleições para a Assembleia Constituinte estadual, que, além de elaborar a nova Constituição catarinense, elegeria o governador e dois senadores, o Partido Liberal, contrariando as expectativas do interventor, lançou a candidatura de Nereu Ramos. Aristiliano Ramos uniu-se então ao Partido Republicano, que apoiou sua candidatura. Apesar de a Assembleia eleita em outubro de 1934 contar com um número equilibrado de deputados de ambos os partidos, vários constituintes republicanos aderiram às fileiras liberais, o que permitiu a eleição de Nereu Ramos. Aristiliano deixou a interventoria em abril de 1935, quando tomou posse o governador eleito.
Após o início da desagregação do regime do Estado Novo (1937-1945), participou em abril de 1945, ao lado de Henrique Rupp Júnior e Adolfo Konder - este, o principal representante da oligarquia Konder, tradicional adversária da família Ramos - da fundação da União Democrática Nacional (UDN). Presente à primeira reunião do diretório nacional do partido, foi designado para a comissão de estudos de direito eleitoral e de organização partidária. Em outubro de 1950 concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por seu estado na legenda da UDN. Eleito primeiro suplente, exerceu o mandato de julho de 1954 a janeiro de 1955.
Em 1958 deixou a UDN e filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), legenda que reunia, desde a sua criação em 1945, os membros da família Ramos e pelo qual elegeu-se suplente de deputado federal, tendo exercido mandato entre 1959 e 1963.
Faleceu em Lajes, no dia 17 de março de 1976.
Era casado com Guilhermina Schimidt Ramos e teve filhos.