ROCHA, Francisco (1)

Francisco Joaquim da Rocha nasceu em Barra do Rio Grande (BA) no dia 23 de abril de 1883, filho do coronel Francisco Joaquim da Rocha e de Maria Francisca da França Rocha. Seu primo Geraldo Rocha foi proprietário do jornal A Noite, do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e fundador de A Nota e O Mundo. Seu sobrinho, Antônio Balbino de Carvalho Filho, foi deputado federal pela Bahia (1951-1953 e 1954-1955), ministro da Educação (1953-1954), governador da Bahia (1955-1959), consultor-geral da República (1961-1962), ministro da Indústria e Comércio (1963) e senador pela Bahia (1963-1971).

Realizou os estudos preparatórios no Colégio São José, em sua cidade natal, ingressando depois na Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador. Durante o curso, foi designado pelo governador Marcelino de Sousa (1904-1908) para chefiar a turma de estudantes da faculdade encarregada de debelar febres na zona do rio São Francisco. Formou-se em dezembro de 1906 com a tese Delírio nas moléstias infecciosas.

Exerceu a clínica médica no Amazonas e atuou ainda na Saúde Pública de Porto Velho e, mais tarde, em Bananeiras (BA), onde se elegeu intendente municipal por sugestão do governador do estado, desejoso de pôr termo à luta entre os partidos locais. Desde seus primeiros passos na cena política, filiou-se ao Partido Republicano Democrático (PRD), chefiado por José Joaquim Seabra, ao lado do qual participou, em 1910, da vitoriosa campanha do marechal Hermes da Fonseca para a presidência da República.

Em 1919 foi eleito, como candidato avulso, deputado estadual na Bahia e, a partir de 1921, na legenda do PRD, elegeu-se deputado federal para todas as legislaturas da República Velha até a que se iniciou em maio de 1930 e foi interrompida pela Revolução de Outubro desse ano, que dissolveu todos os órgãos legislativos do país Apoiou a Revolução Constitucionalista de São Paulo em julho de 1932. Em maio do ano seguinte, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, elegeu-se deputado por seu estado na legenda do PRD, apoiado pelas correntes políticas do sertão do São Francisco e Lavras Diamantinas, sob a liderança de Franklin de Albuquerque. Após os trabalhos constituintes, que se estenderam de novembro de 1933 a julho de 1934 e terminaram com a promulgação da nova Constituição (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve, assim como os demais constituintes, seu mandato prorrogado até maio do ano seguinte.

Mais uma vez elegeu-se à Câmara Federal em outubro de 1934, iniciando novo mandato em maio de 1935.

Com a instauração do Estado Novo em 10 de novembro de 1937, que dissolveu todos os órgãos legislativos do país, teve o mandato suspenso.

Faleceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 12 de fevereiro de 1960.

Foi casado com Cantinília Rocha.