RODRIGUES, Nárcio
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Nárcio Rodrigues da Silveira nasceu em Frutal, na região do Triângulo Mineiro, no dia 23 de abril de 1959, filho de Sebastião Rodrigues da Silveira e de Sílvia Eulálio da Silveira.
Iniciou carreira no jornal Esquema, da cidade natal, como repórter e colunista (1977), e redator-chefe (1978). Fundador da Associação Cultural Paulo Martins Goulart (1980) e do Conselho Comunitário do Município (1981), mesmo sem concluir o curso de comunicação social iniciado nas Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino, de Uberaba (MG), ao longo dos dez anos seguintes criou e trabalhou em vários jornais do estado.
Coeditor e apresentador do programa Bom dia Triângulo, da TV Triângulo, afiliada da Rede Globo em Uberlândia (1988); entrevistador do programa Encontro com a imprensa, da TV Paranaíba, afiliada da Rede Bandeirantes (1989). Além de diretor, apresentador e analista do programa TV debate, da mesma emissora (1992), filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda pela qual concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de outubro de 1994, obtendo a terceira suplência.
Integrante do diretório regional do partido, em 22 de dezembro de 1995 assumiu o mandato na Câmara, substituindo Eduardo Barbosa, que tomara posse na Secretaria da Criança e do Adolescente do governador Eduardo Azeredo (1995-1998).
Titular das comissões de Agricultura e Política Rural, e de Educação, Cultura e Desporto, e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, deixou a Câmara em 4 de junho de 1996, cedendo o lugar a Ademir Lucas, recém-saído da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo. Em 12 de agosto ocupou a vaga de Maurício Campos, licenciado para chefiar a Secretaria da Indústria e Comércio.
Membro do diretório nacional do PSDB e secretário-geral da Frente Parlamentar do Cooperativismo, em janeiro de 1997 votou a favor da emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos. Voltou à suplência em 3 de fevereiro, mas apenas por quatro dias: tendo cedido a cadeira a Israel Pinheiro Filho, que se desligara da Secretaria de Transportes e Obras Públicas, substituiu o seu sucessor, Antônio Aureliano.
Em março, unido a um grupo de deputados federais “tucanos”, intermediou o restabelecimento de negociações entre representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o ministro da Reforma Agrária, Raul Jungmann, interrompidas desde a intensificação das invasões de terras. Como vice-líder do PSDB, propôs à comissão executiva do partido, em maio, a realização de um referendo popular que legitimasse a decisão da Câmara sobre a emenda da reeleição. Em junho, quando em virtude dos baixos salários eclodiu a greve dos soldados, cabos e suboficiais da Polícia Militar mineira, Nárcio solidarizou-se com o governador Eduardo Azevedo, que concedera um reajuste de 48,2%, manifestando-se contra o pronunciamento do ministro da Fazenda, Pedro Malan, que ameaçou não rever a dívida de Minas junto à União, condição indispensável ao atendimento da reivindicação. Nesta legislatura, foi vice-líder do PSDB e também do bloco PSDB/PTB na Câmara, além de primeiro vice-presidente do PSDB de Minas Gerais.
Com o retorno de Eduardo Barbosa às funções legislativas, em 2 de abril de 1998, Nárcio Rodrigues retornou à suplência.
Em outubro daquele ano, concorreu novamente, tendo recebido 67 mil votos que o reelegeram deputado federal pela legenda do PSDB mineiro. Iniciou novo mandato em fevereiro de 1999.
Em maio seguinte, posicionou-se favoravelmente à Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelecia mecanismo de controle prévio para a execução dos orçamentos em todas as esferas da federação.
No pleito de 2002, reelegeu-se deputado federal, sempre na legenda do PSDB, e tomou posse do cargo em fevereiro de 2003. Nesta legislatura, foi vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados e titular nas comissões permanentes de Agricultura e Política Rural; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da qual foi também presidente e vice-presidente; de Trabalho, Administração e Serviço público; e de Viação e Transportes.
No pleito de 2006, elegeu-se novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados, na legenda do PSDB, e tomou posse do cargo em fevereiro de 2007. Neste mandato, permaneceu na Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e foi ainda titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização; da Subcomissão Especial de Acompanhamento da Execução Orçamentária; da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública; e da CPI das Tarifas de Energia Elétrica.
Em setembro, posicionou-se contrariamente à prorrogação, até 2011, da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), taxa cobrada sobre movimentações bancárias destinada à área de saúde e extinta no mesmo ano, depois que o Senado Federal não aprovou sua continuidade. Em novembro, votou a favor da emenda constitucional que pôs fim à estabilidade dos servidores públicos. E, em junho de 2008, votou contra a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que, segundo a oposição ao governo Lula, da qual fazia parte, seria uma tentativa de recriar a CPMF.
Reeleito em 2010 com mais de 100 mil votos, assumiu novo mandato, em sua quinta legislatura na Câmara, em Fevereiro de 2011. Logo em seguida, porém, licenciou-se do cargo para assumir o cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, a convite do então governador recém-empossado, Antonio Anastasia.
Retornou ao Legislativo Federal apenas em dezembro de 2013, quando retomou a titularidade na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).
Poeta, publicou Manifesto um (1978) e Uma ave ameaça a solidão de céu (1993).
Casado com Renata Henriques Heitor, teve dois filhos.