ROLEMBERG, Machado
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João Machado Rolemberg Mendonça nasceu em Japoatã (SE), no dia 21 de junho de 1926, filho de Agenor Heitor de Mendonça e de Julieta Rolemberg de Mendonça. Diversos membros de sua família seguiram a carreira política, entre os quais José Rolemberg Leite, governador de Sergipe de 1947 a 1951 e de 1975 a 1979, e senador de 1964 a 1971; Arnaldo Rolemberg Garcez, governador de 1951 a 1955 e deputado federal de 1958 a 1971; Carlos Valdemar Acióli Rolemberg, deputado por Sergipe de 1947 a 1951; Armando Leite Rolemberg, deputado federal de 1955 a 1963 e ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR); e Francisco Guimarães Rolemberg, deputado federal por Sergipe de 1971 a 1987, constituinte nos anos de 1987 e 1988, e senador de 1987 a 1995.
Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade da Bahia em 1952.
De volta a seu estado, onde foi industrial e proprietário rural, tornou-se secretário da Fazenda do governo de Luís Garcia (1959-1963). Exerceu o cargo até 1962, quando elegeu-se deputado federal na legenda da Aliança Nacional Trabalhista, coligação formada pela União Democrática Nacional (UDN), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Trabalhista (PST). Assumiu sua cadeira em fevereiro de 1963.
Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que através do Ato Institucional nº 2 (outubro de 1965) extingüiu os partidos políticos e, posteriormente, instaurou o bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Reeleito em novembro de 1966, tornou-se membro das comissões do Distrito Federal e de Transportes e Comunicação da Câmara dos Deputados. Em abril de 1969 teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, com base no Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior.
Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, decidiu não se filiar a nenhuma agremiação até maio de 1986, quando ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL). Em novembro desse ano elegeu-se deputado federal constituinte. Na Assembleia Nacional Constituinte foi titular da Subcomissão do Sistema Financeiro, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Nas principais votações manifestou-se a favor da pluralidade sindical, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais e do mandato de cinco anos para o então presidente da República, José Sarney. Votou contra a pena de morte, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a unicidade sindical, a estatização do sistema financeiro e a limitação dos encargos da dívida externa.
Deixou a Câmara dos Deputados em fevereiro de 1989 para ocupar a Secretaria de Obras e Saneamento no governo de Antônio Carlos Valadares (1987-1991), retornando em janeiro de 1990. No período em que esteve ausente, sua vaga foi ocupada por Lauro Augusto do Prado Maia, do PFL. Em outubro desse último ano tentou a reeleição pela mesma legenda, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, com o término da legislatura. Abandonou a vida pública e passou a dedicar-se às atividades industriais e à agropecuária.
Foi casado com Maria Bernardete Alves Rolemberg de Mendonça, com quem teve oito filhos.
Publicou Libertação econômica do Brasil: política de exportação (discursos, 1965).