SANTOS, Edgar

Edgar Rego Santos nasceu em Salvador no dia 8 de janeiro de 1894, filho de João Pedro Santos, advogado e político, e de Amélia Rego Santos.

Concluídos os estudos secundários, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou em 1917.

Transferindo-se para a cidade de São Paulo, especializou-se em cirurgia, tendo trabalhado como assistente do cirurgião Luís Rego, seu tio, de 1918 a 1922. De volta à Bahia, obteve a cátedra de patologia e cirurgia da Faculdade de Medicina, após defender as teses Câncer na bexiga e Intervenção cirúrgica nos domínios do simpático. Fez cursos de aperfeiçoamento nas universidades de Paris e de Lyon, na França, e de Berlim. Ao retornar ao Brasil, assumiu a direção do Hospital do Pronto-Socorro de Salvador, função que exerceu até 1937, acumulando com a direção da Faculdade de Medicina da Bahia a partir de 1936.

Após a extinção do Estado Novo (1937-1945), organizou a Universidade da Bahia e tornou-se seu primeiro reitor por aclamação do Conselho Universitário. Reeleito sucessivamente, permaneceu nesse cargo até 1952. Como reitor, incentivou a realização de seminários de música, a atuação de escolas de teatro e de balé, a recuperação do Convento de Santa Teresa, do Teatro Universitário e da Reitoria. Construiu a Cidade Universitária de Salvador.

Em julho de 1954 foi nomeado ministro da Educação e Cultura pelo presidente da República Getúlio Vargas (1951-1954), sucedendo a Antônio Balbino. Durante sua gestão, acirrou-se a crise político-militar decorrente da intensa campanha promovida pela oposição contra o governo de Vargas. Essa crise foi agravada pelo atentado da rua Toneleros, ocorrido em 5 de agosto de 1954, quando perdeu a vida o major-aviador Rubens Vaz, acompanhante de Carlos Lacerda, líder oposicionista e alvo do ataque. Após a morte de Vargas (24/8/1954), deixou o ministério em setembro de 1954, sendo substituído por Cândido Mota Filho. Retornou, então, à Universidade da Bahia.

Em 1958 Edgar Santos patrocinou o Colóquio Luso-Brasileiro. No ano seguinte ingressou na Academia de Letras da Bahia. Em 1961 foi nomeado presidente do Conselho Federal de Educação. Foi também diretor do Hospital Getúlio Vargas e do serviço médico da Sociedade Espanhola de Beneficência da Bahia.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 3 de junho de 1962.

Foi casado com Carmem Figueira Santos. Seu filho Roberto Santos governou a Bahia de 1975 a 1979.