SILVEIRA, Ivo
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Ivo Silveira nasceu em Palhoça (SC) no dia 26 de março de 1918, filho de Vicente Silveira e de Lídia Sanseverino Silveira.
Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Santa Catarina, ainda no tempo de estudante, foi contador da Prefeitura de Palhoça e, mais tarde, adjunto de promotor público. Nessa mesma época, durante o período de redemocratização do país, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD), organizado em Santa Catarina em junho de 1945. Nesse ano, concluiu o curso de direito e no seguinte, foi nomeado prefeito de sua cidade natal. Ainda em 1946, foi delegado adjunto da Ordem Política e Social, cargo que deixou para tornar-se consultor jurídico do Departamento das Municipalidades, órgão criado após o fim do Estado Novo para ocupar-se das prefeituras até a reorganização do executivo e do legislativo municipais.
Em novembro de 1947, elegeu-se prefeito de Palhoça e, em outubro de 1950, deputado estadual em Santa Catarina, pelo PSD. Empossado em fevereiro de 1951, foi reeleito em 1954 e em 1958, sempre na legenda do PSD, do qual foi líder da bancada, quando o partido era oposição, e líder também do governo, durante a gestão de Celso Ramos (1961-1966). Reeleito em outubro de 1962, foi presidente da Assembleia Legislativa de 1963 a 1965. Nessa condição, substituiu interinamente o governador Celso Ramos (1961-1966) durante o mês de junho de 1963.
Em outubro de 1965 elegeu-se governador de Santa Catarina, na legenda de coligação que incluía o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) - que indicou o candidato a vice-governador, Francisco Roberto de Ligna -, o Partido Democrata Cristão (PDC) e o Partido da Representação Popular (PRP). Poucos dias após as eleições, o Ato Institucional nº 2 (27/10/65) extinguiu os partidos políticos e instaurou o bipartidarismo no país. Ivo Silveira filiou-se, então, à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em março de 1964. Em janeiro de 1966 deixou a Assembleia Legislativa e assumiu, no dia 31, seu mandato de governador, procurando prosseguir com o programa de seu antecessor, Celso Ramos, ao sustentar e aprovar a instituição do Plano de Metas do Governo (Plameg).
Baseado no princípio de que o Estado deveria cumprir um papel orientador, fiscalizador e estimulador da agricultura, deu assistência ao cooperativismo, contribuindo para o funcionamento e desenvolvimento da Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado de Santa Catarina. Para favorecer a produção agropecuária, importou reprodutores estrangeiros e criou o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária e o projeto de fruticultura de clima temperado. Criou também a Companhia Catarinense de Telecomunicações, para melhorar e explorar industrialmente o setor em seu estado, e, em convênio com o governo federal, ampliou a rede de abastecimento de água da capital e expandiu o programa de eletrificação rural. Além disso, reorganizou a Secretaria de Segurança Pública, fundou a Escola de Polícia, iniciou a construção da sede da Assembleia Legislativa, conseguiu a instalação da Caixa Econômica Federal no estado e transferiu temporariamente, em 1969, a sede do governo estadual de Florianópolis para São Miguel do Oeste. Em março de 1971, deixou o governo do estado, sendo substituído por Colombo Sales (1971-1975). Em outubro do mesmo ano foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do qual se aposentou um outubro de 1973.
Em novembro de 1974, lançou-se candidato ao Senado Federal, sendo batido pelo candidato do oposicionista Movimento Democrático Brasileiro (MDB) Evilásio Vieira, na primeira grande derrota eleitoral da Arena desde a instauração do bipartidarismo. Desde então, não voltou a disputar cargos eletivos ou a exercer cargos públicos.
Em 1979, com o fim do bipartidarismo e a consequente reorganização dos partidos políticos, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha política da Arena. Acompanhando a trajetória de uma das principais lideranças do PDS catarinense, Esperidião Amin, foi membro do Partido Progressista Reformador e, após a fusão deste com o Partido Democrata Cristão (PDC) em agosto de 1995, do Partido Progressista Brasileiro (PPB).
Foi presidente da I Comissão da Legião Brasileira de Assistência (LBA) em Palhoça.
Faleceu em Florianópolis no dia 2 de agosto de 2007.
Foi casado com Ilda Luchi Silveira, com quem teve quatro filhos.