VIANA, Honorato
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Honorato Viana de Castro nasceu em Casa Nova (BA) no dia 23 de agosto de 1909, filho de Antônio Honorato de Castro e de Isabel Viana de Castro. Seu primo, Luís Viana Filho, foi, entre outros cargos, governador da Bahia (1967-1971) e senador pelo mesmo estado (1975-1983).
Autodidata, completou o segundo grau e estudou orçamento público e direito financeiro. Em 1945, no final do Estado Novo, foi prefeito nomeado de Santo Amaro da Purificação (BA). Com a redemocratização e a volta dos partidos políticos, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN).
Em outubro de 1958 elegeu-se deputado estadual na legenda udenista, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reeleito em novembro de 1962, licenciou-se do mandato para ocupar a Secretaria de Fazenda na administração do governador Antônio Lomanto Júnior. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Foi na legenda arenista que deu prosseguimento à sua trajetória política, reelegendo-se deputado sucessivamente mais três vezes, em 1966, 1970 e 1974. Foi presidente da Assembleia Legislativa duas vezes (1968-1969 e 1975-1977).
Funcionário público aposentado, elegeu-se deputado federal pela Bahia, ainda na legenda da Arena, em novembro de 1978. Empossado em fevereiro do ano seguinte, após a extinção do bipartidarismo (29/11/1979) e a posterior reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha de ação da extinta Arena.
Membro da Comissão de Finanças (1979-1981) e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as causas e consequências das cheias do rio São Francisco (1980-1981), foi ainda, durante a legislatura, suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e da CPI destinada a investigar as causas das elevadas taxas de juros nos diversos setores do Sistema Financeiro Nacional.
Retirou-se da Câmara dos Deputados em janeiro de 1983, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de novembro do ano anterior. Depois que abandonou a vida pública, passou a residir em Alagoinhas (BA).
Foi ainda fiscal de rendas do estado e titular da Diretoria Geral de Fiscalização.
Morreu em 27 de outubro de 1985.
Foi casado com Basília dos Santos Castro - irmã de Rui Santos, constituinte pela Bahia em 1946, deputado federal entre 1946 e 1959, em 1960, e entre 1962 e 1971, e senador entre 1971 e 1979 -, com quem teve sete filhos. Contraiu segundas núpcias com Juraci Meireles de Castro. Um dos seus sobrinhos, Antônio Honorato Viana Neto, também seguiu a carreira política, elegendo-se deputado estadual em 1994 e 1998.