VITAL, Roberto
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Roberto Vital Ferreira nasceu em Ituiutaba (MG) no dia 7 de novembro de 1949, filho de Arsênio Vital Ferreira e de Ângela Gioconda.
Em 1969, concluiu seus estudos secundários no Colégio Batista Mineiro, de Belo Horizonte. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, formou-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, também na capital, no ano de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), agremiação liderada por Tancredo de Almeida Neves e José de Magalhães Pinto. Foi membro do PP até março de 1982, quando a legenda foi incorporada ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação partidária que aglutinou os remanescentes do MDB, pela qual disputou uma cadeira de vereador em Belo Horizonte no pleito de novembro de 1982.
Eleito, foi empossado em fevereiro do ano seguinte. Durante o mandato, foi presidente da Comissão de Saúde e da mesa da Câmara Municipal no biênio 1984-1986. Nesse mesmo período, foi ainda presidente do conselho fiscal do Hospital Municipal Odilon Behrings, na capital mineira, como representante da Câmara.
Em novembro de 1986, disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados pelo mesmo estado e partido. Eleito deputado federal constituinte com o apoio de grupos evangélicos, renunciou ao mandato de vereador, sendo empossado como deputado federal em fevereiro de 1987. Durante o mandato, integrou como titular a Subcomissão da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e como suplente, a Subcomissão de Saúde, Seguridade Social e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social.
Durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte - que se estenderam de fevereiro de 1987 a outubro de 1988 - manifestou-se contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a jornada semanal de 40 horas, a estatização do sistema financeiro e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra demissão sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da pluralidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo e do mandato de cinco anos para José Sarney.
Tentou a reeleição em outubro de 1990, pela legenda do Partido da Reconstrução Nacional (PRN) - agremiação pela qual Fernando Collor de Melo se elegera presidente da República em dezembro do ano anterior - mas não teve êxito, deixando a Câmara dos Deputados no fim da legislatura em janeiro de 1991. No pleito municipal de outubro de 1992, tentou uma vaga na Câmara Municipal da capital mineira, pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas não se elegeu. Em 1996, ingressou no Partido da Frente Liberal e se tornou secretário do diretório municipal da agremiação em Belo Horizonte.
Em 2000 candidatou-se a vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa encabeçada por Julio César Gomes dos Santos, conhecido como Cabo Julio, contudo renunciou antes do pleito. Nas eleições de 2002 tentou se eleger deputado federal, sempre pelo PFL, mas não obteve êxito.
Casou-se com Vânia Márcia Silva Ferreira, com quem teve três filhos.