GRUPO PARLAMENTAR PRÓ-LIBERDADES POPULARES
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Sérgio Lamarão |
Bloco parlamentar, também chamado de Frente Parlamentar Pró-Liberdades Populares, constituído em 11 de novembro de 1935 para defender as liberdades constitucionais e combater o movimento integralista. Esvaziou-se a partir de março de 1936, quando alguns de seus mais importantes integrantes foram presos.
Diante da intensificação da repressão governamental após o fechamento da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em julho de 1935, alguns parlamentares decidiram formar o Grupo Parlamentar Pró-Liberdades Populares. O bloco foi organizado pelos deputados federais Domingos Velasco, do Partido Social Republicano de Goiás, e João Café Filho, do Partido Social Nacionalista do Rio Grande do Norte, e recebeu a adesão do senador Abel Chermont, do Partido Liberal do Pará, e mais cerca de 20 deputados federais.
O manifesto elaborado pelo Grupo Parlamentar propunha que os adeptos do novo bloco organizassem grupos idênticos nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais, com a finalidade de, em ação coordenada, resguardar a democracia.
Cinco dias depois de constituída, a frente solicitou ao presidente da República o fechamento da Ação Integralista Brasileira (AIB). Reivindicou ainda que, caso essa solicitação não fosse atendida, fossem revogadas as medidas repressivas contra as atividades da ANL. No final de novembro, foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados o fechamento da AIB.
Após a Revolta Comunista de novembro de 1935, a repressão do governo a toda e qualquer manifestação oposicionista se acentuou. No mês de março de 1936, acusados de envolvimento na Revolta Comunista, foram presos o senador Abel Chermont e os deputados Abguar Bastos, Domingos Velasco, João Mangabeira e Otávio da Silveira, todos vinculados ao Grupo Parlamentar Pró-Liberdades Populares.
Em sessão da Câmara, no mês de maio de 1936, Café Filho defendeu Domingos Velasco das acusações que este vinha sofrendo, esclarecendo que o objetivo do Grupo Parlamentar não era subverter a ordem e o regime, e sim combater o integralismo.