PARTIDO SOCIAL REPUBLICANO DE GOIÁS
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Regina Bressane |
Partido político goiano, também chamado Partido Republicano Social de Goiás, fundado em janeiro de 1933 para concorrer à Assembleia Nacional Constituinte. Era o partido do interventor Pedro Ludovico, solidário ao governo de Getúlio Vargas. Um de seus objetivos era se unir a outras organizações partidárias para formar um partido nacional de apoio à Revolução de 1930.
Faziam parte de sua direção Laudelino Gomes de Almeida (presidente), Josino Porto (vice-presidente), Claro Augusto Godói (secretário-geral), Colemar Natal e Silva (primeiro-secretário), Irani Ferreira (segundo-secretário), João Luís de Oliveira (terceiro-secretário) e Mário Nunes (quarto-secretário).
As teses que deveriam ser defendidas pelo PSR foram discutidas no Congresso das Municipalidades, dando origem a dois grupos dentro do partido: a frente moderada, composta pela maioria, e a ala denominada “esquerdista”, que, embora constituída pela minoria jovem, exerceu grande influência durante a discussão e a votação do programa. As teses mais importantes defendidas pela ala “esquerdista” eram a não-adoção do ensino religioso facultativo nas escolas, a nomeação dos prefeitos e o estabelecimento do divórcio. Um dos representantes mais importantes da frente moderada era Ernâni Cabral, enquanto na ala “esquerdista” se destacavam Domingos Neto de Velasco, Wagner Estelita Campos, Paulo Fleury e Dario Cardoso.
Os representantes de Goiás na Assembleia Nacional Constituinte de 1933 eram todos do PSR: Mário de Alencastro Caiado, José Honorato da Silva e Sousa, Domingos Velasco e Nero de Macedo.
Entre os deputados federais eleitos pelo partido nas eleições estaduais de 1934 estavam Domingos Velasco, Laudelino Gomes de Almeida e Claro Augusto Godói.
A ala “esquerdista” propôs a candidatura de Domingos Velasco para governador, mas quem venceu as eleições foi o interventor Pedro Ludovico, que a partir de 1935 tornou-se governador constitucional do estado.