BOGADO, Sadi

Sadi Coube Bogado nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 15 de janeiro de 1928, filho de Moacir Martins Bogado e Ondina Coube Bogado.

Formou-se na Faculdade Fluminense de Medicina, em Niterói, em 1952. No ano seguinte, começou a trabalhar no serviço público do estado do Rio de Janeiro, como médico anestesista na cidade de Campos (RJ). Em 1954, tornou-se diretor social do Goitacás Futebol Clube e do Automóvel Clube de Campos.

Na eleição de outubro de 1962, candidatou-se a vereador na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), mas foi derrotado. Com a extinção dos partidos políticos, decretada pelo Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, e a instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar que se instalou no país em março de 1964.

Em novembro de 1966, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, na legenda do MDB. Em fevereiro do ano seguinte, assumiu a sua cadeira na Câmara dos Deputados, integrando-se à Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Conta. Durante o mandato, lutou pela regulamentação da profissão de médico veterinário, aprovada em outubro de 1968. Sua atuação na Câmara foi marcada pelas críticas ao Plano Nacional de Saúde, implementado por Leonel Miranda, então ministro da Saúde. Em 7 de fevereiro de 1969, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (13/12/1968).

Em 1979, recuperou os direitos políticos e, com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro, e a consequente reformulação partidária, participou da fundação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em Campos. Na eleição de novembro de 1986, concorreu a uma vaga na Assembleia Nacional Constituinte, obtendo apenas a quinta suplência. Na mesma legenda, integrou a chapa encabeçada por Jorge Renato Pereira Pinto que, em novembro de 1988, disputou a prefeitura de Campos e foi derrotado.

Em 1990, devido ao não-cumprimento dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral, teve frustrada a tentativa de fundar o Partido Solidarista Libertador (PSL), legenda composta por militantes católicos. Participou de nova tentativa de criar um partido político pautado em princípios católicos, que resultou na fundação do Partido da Solidariedade Nacional (PSN), em 1995, cujo registro definitivo foi obtido em março de 1997.

Em 2000, tentou eleger-se prefeito de Campos na legenda do Partido Humanista da Solidariedade (PHS, ex-PSN), mas não obteve sucesso.

Casou-se com Selma Vital Brasil Bogado, com quem teve oito filhos.