BRANQUINHO, Rubem
| Tipo | Biográfico |
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Rubem Soares Branquinho nasceu em Carmo do Parnaíba (MG) no dia 15 de junho de 1944, filho de João Soares Branquinho e de Geni Gomes Branquinho.
Alfaiate e bancário, ingressou no funcionalismo público em 1964 como auxiliar legislativo no Distrito Federal. Em 1970, formou-se em engenharia civil pela Universidade de Brasília (UnB) e no ano seguinte deixou o serviço público. Entre 1979 e 1980 foi diretor da administração regional de Taguatinga (DF).
Em 1983 transferiu-se para o Acre, onde ocupou, durante o governo de Nabor Júnior (1983-1986), do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), a Secretaria de Transportes. Em maio de 1986 foi obrigado a se desincompatibilizar do cargo, já que era candidato na legenda do PMDB a deputado constituinte nas eleições de novembro desse ano. Apoiado pelos setores de transportes da Amazônia Ocidental e pela União Democrática Ruralista (UDR), entidade que reunia grandes proprietários de terras, saiu-se vitorioso naquelas eleições, tomando posse na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro do ano seguinte. Nesse mesmo dia instalou-se a Assembleia Nacional Constituinte, na qual integrou, como titular, e foi seu primeiro-vice-presidente, a Subcomissão do Poder Legislativo da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Como suplente, integrou a Subcomissão do Sistema Financeiro da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.
Seus adversários colocaram sob suspeita sua considerável fortuna, distribuída entre enormes plantações e latifúndios, construída desde sua chegada ao Acre. Foi um dos articuladores do “Centrão”, grupo que reunia deputados conservadores na Constituinte e, nessa condição, durante os trabalhos de elaboração da Constituição, votou a favor da proteção ao emprego contra a demissão sem justa causa, da unicidade sindical, da limitação dos juros reais em 12% ao ano, da proibição do comércio de sangue e do aviso prévio proporcional. Votou contra a estabilidade no emprego, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o direito de greve, a desapropriação da propriedade produtiva, a legalização do jogo do bicho, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a limitação dos encargos da dívida externa, o voto aos 16 anos, a soberania popular, o mandado de segurança coletivo, a pena de morte e o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial.
Após a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, continuou a exercer o seu mandato ordinário. Transferindo-se para o Partido Liberal (PL), no pleito de outubro de 1990 concorreu ao governo do estado na legenda da coligação comandada pelo seu partido, mas não conseguiu se eleger, tendo sido o quarto colocado. O vencedor foi Edmundo Pinto, candidato do Partido Democrático Social (PDS). Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1991, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Desde então, passou a se dedicar às suas atividades empresariais.
Proprietário da Construtora Palissander Ltda. e de um bar de luxo, conselheiro da Associação Comercial de Brasília, em outubro de 2009 residia na capital federal.
Casou-se com Silvana Porto de Deus Vieira Branquinho, com quem teve dois filhos.