JUVENTUDE INDEPENDENTE CATÓLICA

Associação civil católica reconhecida nacionalmente pela hierarquia eclesiástica em 1950 como setor especializado da Ação Católica Brasileira (ACB). Destinava-se à formação religiosa e social dos jovens não vinculados ao meio operário, estudantil e agrário. Na realidade, a JIC confundiu-se com a Juventude Independente Católica Feminina (JICF), visto que o movimento masculino nunca chegou a vingar. Desapareceu a partir da crise da ACB, iniciada em 1966.

A JIC não criou uma identidade própria, ao contrário de todas as organizações da ACB formadas para atuar em setores específicos da sociedade como a Juventude Agrária Católica (JAC), a Juventude Estudantil Católica (JEC), a Juventude Operária Católica (JOC) e a Juventude Universitária Católica (JUC).

A nova orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em relação aos movimentos leigos da Igreja provocou a partir de 1966 o esvaziamento da ACB e de seus ramos especializados. A JIC solidarizou-se então com a JAC, e a JEC e a JUC, dissociando-se da hierarquia eclesiástica, o que levou ao desaparecimento gradual das organizações.