MIRANDA, Marcelo
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Marcelo de Carvalho Miranda nasceu em Goiânia, no dia 10 de outubro de 1961, filho de José Edmar de Brito Miranda e Marlide Carvalho Miranda. Seu pai foi deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), na legislatura 1967-1971, em Goiás. Ferrenho defensor da criação do Estado do Tocantins, elegeu-se deputado estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) por duas vezes consecutivas, em 1982 e em 1986. No segundo mandato, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa/TO e, entre 2000 e 2002, foi secretário de Estado da Infra-estrutura de Tocantins, no governo Siqueira Campos.
Ainda criança, sua família transferiu-se para o Tocantins, onde fixaram residência na cidade de Araguaína, região norte do estado. Tornou-se pecuarista e deu início à carreira política no final da década de 1980, filiando-se ao PMDB e sendo eleito deputado estadual em 1990 por esse partido. Foi reeleito em 1994 e nesse mandato ocupou a Presidência da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, tendo atuado, também, como membro da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Mais uma vez reeleito, em 1998, conquistou o primeiro lugar entre os mais votados e ocupou a presidência da Assembleia Legislativa/TO. Integrou também a União Nacional dos Legislativos Estaduais (UNALE) e articulou a criação do chamado Parlamento Amazônico.
Em 2000, assumiu interinamente o Governo do Estado do Tocantins por duas vezes, nos períodos de 29 de abril a 7 de maio e de 24 de junho a 1º de julho. Em 2002, foi eleito governador do Estado do Tocantins, dessa vez filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL). Teve como aliados uma extensa coligação, que além do PFL, contou com o Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido Social Liberal (PSL), Partido Social Trabalhista (PST), Partido dos Aposentados da Nação (PAN), Partido Social Democrata Cristão (PSDC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Social Democrático (PSD), Partido republicano Progressista (PRP), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) e Partido Trabalhista do Brasil (PT do B).
No pleito de 2006, foi reeleito governador daquele estado, pela legenda do PMDB, obtendo 51,49% dos votos. Sua plataforma de governo, intitulada Governo Mais Perto de Você, foi voltada prioritariamente ao atendimento de famílias de baixa renda.
Em 17 de janeiro de 2008, a coligação União Democrática do Tocantins, formada pelos seguintes partidos: Partido Progressista (PP), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Social Cristão (PSC), Partido Liberal (PL), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Verde (PV), PSDB e PTdoB, impetrou, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TER) um pedido de cassação do mandato do governador, sendo acusado de ter utilizado o site oficial do governo do estado para fazer promoção pessoal de sua candidatura. Pesou também a acusação de que a disputa eleitoral foi vencida com a ajuda de promoção pessoal que fez em programas da TV Palmas, de propriedade do governo local.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 2008 e 2009, chegaram a nove os pedidos de cassação do governador do Tocantins. As principais acusações foram de promoção pessoal em programas de TV e no site do governo durante a campanha para reeleição, de abuso de poder, de compra de votos e de distribuição de cestas básicas durante a inauguração de obra pública.
No dia 26 de junho de 2009, após cinco horas de julgamento, o mandato do governador Marcelo Miranda foi cassado pelo TSE, juntamente com o do vice-governador Paulo Sidnei, permanecendo no cargo até a análise final de eventuais recursos.
Casou-se com Dulce Miranda, com quem teve dois filhos.