ALEXANDRE, Marcos
| Tipo | Biográfico |
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| Autor(es) | Alan Carneiro |
Marcus Alexandre Médici Aguiar Viana da Silva, conhecido como Marcus Médici ou Marcus Alexandre, nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 13 de junho de 1977.
Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), chegou ao Acre em 1999 e, com o domínio do PT no estado, exerceu diversos cargos públicos. Foi Chefe do Departamento de Planos, Programas, Projetos e Captação de Recursos, da Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação; coordenador do Projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) BRA 99/005 – Desenvolvimento Humano Sustentável do Acre e coordenador da Unidade Executora do Contrato 1399/OC-BR com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre.
No segundo período de governo de Jorge Viana (2003-2006) foi secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável (Seplands).
Em 2007, durante o governo petista de Binho Marques (2007-2011), foi nomeado Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), no qual permaneceu até 2012. Foi nesse cargo que ganhou notabilidade e popularidade para se eleger prefeito de Rio Branco, capital do estado, nas eleições desse ano. No pleito de outubro foi o primeiro colocado com 85.282 votos (48,30%), qualificando-se para disputar o segundo turno contra Tião Bocalom, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que obteve 77.417 votos (43,85%). Realizado o segundo turno, foi eleito com 90.557 votos, correspondentes a 50,77% dos votos válidos, contra 87.818 (49,23%) do seu oponente Tião Bocalom.
Assumiu sua cadeira no Executivo da capital acreana no dia 1º de janeiro de 2013, sucedendo a Raimundo Angelim, também do PT. Durante esse mandato, como era comum na maioria dos governos petistas, sua administração foi voltada para muitas obras e investimentos visando melhorias na cidade: reduziu a tarifa de ônibus, modernizou o Restaurante Popular da cidade, construiu novas unidades de saúde e creches, duplicou avenidas.
Em 2016 foi denunciado pelo Ministério Público por irregularidades na execução de obras na BR-364 no período de 2007 a 2008, época em que foi diretor do Deracre. Mesmo enfrentando situações como essa, no pleito de outubro de 2016, com o apoio do governador do estado, o petista Tião Viana, e de uma coligação comandada pelo PT e integrada ainda por 14 partidos, incluindo o Partido Socialista Brasileiro (PSB), da sua candidata a vice Socorro Néri, foi reeleito prefeito de Rio Branco com 104.311 votos, 54,87% dos votos válidos, vencendo sua adversária Eliane Sinhasique (32,02%), do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), logo no primeiro turno. Devido à crise política que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi o único candidato petista a ser eleito entre as capitais brasileiras.
Iniciou seu novo período de governo à frente do Executivo da capital acreana no dia 1º de janeiro de 2017.
Casou-se com a engenheira civil Gicélia Viana da Silva Melo Aguiar, com quem teve três filhos.